O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 01/06/2018
Durante a vigência do descobrimento do Brasil, o extermínio de povos indígenas era altamente recorrente. Atualmente, nota-se que, na nação brasileira, o genocídio dos índios ainda é marcante e sequelador, assim como na colonização do país em 1500, uma vez que, esse grupo ainda é excluído socialmente e desmoralizado perante o corpo social. Essa prática flageladora para com os nativos é fruto da cultura segregacionista e da inoperância estatal -sobretudo, no que tange a proteção das tradições desses grupos-. Logo, urge a indispensabilidade da união do legislador e dos civis para superar tais obstáculos.
Antes de tudo, é necessário mencionar a existência de uma cultura eurocêntrica representada por falsos moralistas, considerados superiores às civilizações nativas, ela, assim, banaliza os indígenas e todos os seus costumes, além de ignorar a existência de seus direitos, como no caso colonização brasileira. Vale ressaltar ainda que, após a chegada dos portugueses, os nativos foram obrigados a deixar a sua identidade em segundo plano, pois os colonizadores impuseram sobre os índios sua religiosidade, sua língua e costumes. Esse cenário injusto e antidemocrático representa a aculturação gerada no início da nação brasílica- a qual, muitas vezes vírgula orgulha-se de uma miscigenação marcada por imposições, violências e estupros-.
Somada essa ideia, ainda a negligência do estado, pois este detêm de uma legislação vanguardista mas uma aplicação incipiente. É evidente, a não execução destas diretrizes, de modo delinquente, haja vista que há o estatuto do indígena e ainda partes da constituição federal de 1988 que asseguram a preservação da língua e da cultura desses povos. No entanto, a realidade deturpa a teoria, já que existe grande impasse na demarcação de terras, a qual, envolve diversos conflitos com os proprietários rurais, a exemplo, o ataque recente aos índios Gamela, no Maranhão. Portanto, urge que o Ministro da Justiça peça a agilidade na demarcação de territórios indígenas.
Diante desses impactos, urge que a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Ministério Público e o da Justiça agilizem a demarcação de terras indígenas- direito garantido na Magna Carta de 1988- tratando essa pauta como prioridade. Por meio do reconhecimento da cultura e dos territórios indígenas, a fim de que esses povos possam vivenciar seus hábitos e costumes, dessa forma, em longo prazo, a sociedade notará a real importância dos nativos e então, valorizar a sua singularidade, de jeito a por fim no pensamento etnocêntrico.