O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 11/06/2018

Após a independência do Brasil em 1822, a literatura passou a valorizar as figuras nacionais, e o índio foi caracterizado como herói em muitas obras, como Iracema e O Guarani de José de Alencar. No entanto, isso permaneceu apenas nos livros, pois, atualmente, o povo indígena possui sua cultura desvalorizada e, por conseguinte, continua perdendo espaço para a supremacia capitalista.

Assim, no século XVI, com a chegada do homem branco, os costumes indígenas passaram a ser associados ao retrocesso. Ou seja, ocorreu a imposição de uma cultura divergente, a qual se solidificou e hoje integraliza majoritariamente a sociedade, o que acarretou as convergências existentes entre as duas, uma vez que a cultura primitiva da nação opta pela comunhão com natureza onde usufrui apenas o necessário, e a civilização capitalista vigente sempre opta pelo lucro. Desse modo, é possível perceber que, mesmo com uma cidadania no papel, como consta a Constituição Federal Artigo 231 à respeito de preservação e inclusão dos índios, estes não serão cidadãos plenos sem a devida efetivação da mesma.

Contudo, consoante à Thomas Hobbes, “a sociedade seria a garantia de sobrevivência”, pode-se perceber que o Estado não age assim quando não são seus semelhantes. O que se reflete nos casos de expansão agrária dos latifundiários, pois, muitas vezes, conflitos são iniciados por causa dos diferentes fins que cada grupo possui para o local, porém, o Estado não valorizará uma cultura que não segue seus ideias capitalistas, dessa forma, os índios continuam perdendo suas terras.

Portanto, ONGs em parceria com tribos indígenas, por meio de mobilização popular, podem criar protestos que busquem pela aplicação do que resguarda a Constituição, respeitando assim o direito aos seus territórios. Centros de pesquisas em conjunto com a FUNAI, através de palestras inclusivas e didáticas, criar parcerias onde o vasto conhecimento de tal povo fosse disseminado, popularizando sua cultura.