O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 13/06/2018

O romance de ideias “Admirável mundo novo” é considerado como obra antiutópica por abordar o adestramento comportamental e a intoxicação coletiva humana, na qual o ideal de civilização é condicionado pelo contexto vivido, porém, ao se deparar com a realidade paralela dos seus antepassados, considerados selvagens, surge a retaliação. Nesse sentido, o cenário brasileiro de contato e estranhamento com a cultura primitivo-cultural é análogo a essa síntese, uma vez que acarreta na intolerância aos direitos do índio, e se mostra ser uma faceta perversa da sociedade, mediante a persistência da prática exploratória de suas terras e tradições. Portanto, faz-se necessário o desafio de conviver com as diferenças e criar políticas públicas que afirmem a segurança dos índio.

É válido ressaltar que na escola literária do romantismo, o índio simbolizava o patriotismo e primitivismo brasileiro, na qual alguns direitos foram conquistados, como a promulgação da nova constituição, que garantiu o direito originário de cidadania aos nativos, bem como o respeito aos costumes e as tradições, além da identidade. Entretanto, o uso invasivo do garimpo ilegal, assim como a construção de grandes obras e destruição das terras com as queimadas têm ameaçado o contato sustentável dos primitivos com a natureza, como é sintetizado primeira lei de Newton, em que um corpo tende a permanecer em repouso, a menos que uma força externa atue sobre ele. Logo, a demarcação e a prática do respeito as terras são fundamentais para minimizar os conflitos.

O homem passa por experiências físicas, biológicas e emocionais difersificadas, em que mesmo que morfologicamente semelhantes, é inevitável que se verifique distintas linguas e hábitos - que prescindem universalidade. Nesse sentido, a cultura indígena está intrisecamente ligada as tradições e que apesar de distintas, têm em comum a prática da solidariedade entre tribos, e mesmo que algumas aldeias assimilem os conhecimentos dos povos dominantes para melhorias na comunidade, a proporção da matemática revela o risco da perca de identidade, em que quanto maior a convivência com outros povos, maior é o risco da perca de tradições. Assim, sem uma sociedade que se desafie a efetuar os direitos civicos e sociais dos índios, o legado nefasto de desrespeito será perpassado.

Fica evidente, que o povo indígena é fundamental para o corpo brasileiro, e que seus direitos devem ser efetuados. Para isso, o governo deve priorizar a educação comunitária, visando a preservação das tradições e linguas, bem como abrindo espaço jurídico e de tratamento de saúde, como também deve nomear antropólogos que estudem as áreas - para em breve demarcar e homologar os territórios; a sociedade exerce o papel de debater, gerar esclarecimento e comunicar ideias, quer seja indo às ruas, quer seja criando espaços culturais. Assim, possibilitará uma sociedade que vise a equidade social.