O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 12/06/2018
“O Brasil não foi descoberto. O Brasil foi tirado dos índios”, afirmou um representante indígena ao Papa Pio, na época de sua visita ao país. Tal fato demonstra que os índios eram extremamente negligenciados desde o passado colonial brasileiro, e, infelizmente, essa situação indígena continua sendo muito atual. Isso acontece, não raro, pelo preconceito histórico, pela falta de garantia dos direitos indígenas, entre outros motivos.
Durante a colonização brasileira, os lusitanos exploraram e subjulgaram a população indígena já presente no país. Um exemplo disso é que catequizaram esse povo com o catolicismo, por acreditarem que somente a sua própria religião era a ideal, e realizaram o processo de aculturação, bem como dizimaram quase 80% dessas etnias. Dessa forma, os índios tornaram-se marginalizados perante à sociedade, e esse preconceito perdura até a atualidade, mesmo em uma nação tão miscigenada historicamente.
Ainda, vale lembrar que, a exploração dos territórios indígenas só pode ser realizada com liberação governamental. Entretanto, muitas vezes, a bancada agrícola brasileira infringe essa norma, através da busca incessante por novas terras, o que faz com que locais destinados à vivência dos índios sejam invadidos. Além disso, o governo falha ao realizar com morosidade a demarcação de territórios indígenas. Logo, não raro, a economia se sobrepõe, erroneamente, à cultura no Brasil.
Portanto, é imprescindível que a situação do indígena brasileiro contemporâneo seja resolvida. A fim de que isso ocorra, é necessário que o tema seja discutido desde as fases mais tenras nas escolas de todo o país, por intermédio de aulas direcionadas, palestras e feiras, juntamente com o apoio familiar, por meio de diálogos instrutivos, com o intuito de combater o preconceito. Ademais, é de suma importância que os direitos indígenas sejam protegidos, como com a criação de um Ministério relacionado somente a agilizar a demarcação de suas terras, mas também deve haver maior fiscalização nas fronteiras agrícolas.