O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/10/2018
Durante a Primeira Geração do Romantismo, no século XIX, o índio era exaltado, sendo representado majoritariamente como o verdadeiro brasileiro, o herói nacional. Atualmente, no entanto, essa valorização dada a tal população parece não ter se propagado ao longo do tempo, pelo contrário fica cada vez mais nítido um regresso, no qual colonizadores e colonizados ainda se enfrentam constantemente. Nesse sentido, é necessário analisar esse cenário caótico a fim de muda-lo o mais rápido possível.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o etnocentrismo ainda é imperante no Brasil. Antigamente, os indígenas ocupavam o litoral brasileiro, entretanto com a chegada dos colonizadores e da ameaça de escravidão eles foram obrigados a se mudarem para o interior do país, sobretudo, para o Norte devido à vasta área de Floresta Amazônica. Contemporaneamente, essa região ainda é a mais ocupada pelos nativos, conforme apontam dados da FUNAI (Fundação Nacional do Índio), no qual mostra que 38% deles vivem lá. Contudo, diante da enorme riqueza do local, os conflitos pelas terras tornam-se cada dia mais acirrados. Como consequência, tem-se o genocídio e a imposição cultural do branco em detrimento do indígena.
Além disso, a escassez de demarcação de terras e os constantes cortes no orçamento destinados a órgãos indianistas agravam ainda mais o problema. Segundo o Cimi (Conselho Indianista Missionário), durante o governo Temer, nenhuma terra indígena foi homologada. Tal fato favorece o desmatamento em prol de madeireiras, do agronegócio e da mineração. Perante a isso, e as constantes suspensões de atividades relacionadas à proteção dos nativos, devido à baixa verba, ataques aos índios, visando apossar de suas terras, são cada vez mais frequentes como o massacre promovido por garimpeiros, em 2017, no Amazonas responsável pela morte de mais de 20 pessoas.
Fica evidente, portanto, que a questão do índio no Brasil é grave e preocupante, por isso fazem-se necessárias medidas para resolver o impasse. Assim sendo, o Ministério da Fazenda deve destinar maior verba ao FUNAI por meio da elaboração de um plano econômico mais eficiente para que ele possa demarcar mais terras e designar mais agentes para a proteção das reservas com o intuito de evitar que futuros confrontos e genocídios ocorram. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça em parceria com o Sivam (Sistema de Vigilância da Amazônia) monitorar por intermédio de satélites o avanço do desmatamento em direção às tribos, e caso seja constatado a invasão, aplique-se imediatamente uma multa aos infratores com o fito de evitar tais crimes e garantir o direito dos nativos.