O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 12/07/2018

A Busca pela felicidade indígena

O Escritor Oswaldo de Andrade, em seu Manifesto Antropofágico, afirmou que antes dos portugueses chegarem ao Brasil, esse país já havia descoberto a felicidade. O estudioso, por meio desse enunciado, faz referência à exploração e à imposição da cultura europeia aos nativos americanos após a chegada desse estrangeiro ao continente. Assim, graças à interferência do homem civilizador, o indígena tem moldado a sua vida aos padrões da vida contemporânea.

A cultura e o comportamento indígena apesar de distantes da realidade contemporânea tem se aproximado mais do modo de viver do homem urbano. Esse fenômeno ocorre por vias indiretas no mundo atual, de forma que seja percebido apenas as consequências dessa aproximação. A mudança alimentar, o surgimento de doenças cardiovasculares e diabetes e o vício em drogas – problemas relacionados à vida urbana – são apenas alguns exemplos desse influência. Desse modo, tais adversidades são ainda mais agravados por não haver uma assistência eficiente do governo sob esse povo.

Nesse sentido, a instituição governamental tem negligenciado, além de seus direitos à felicidade e ao bem- estar, o direito à moradia. Isso porque, o avanço da mineração e da agropecuária – principais setores da economia brasileira – têm avançado para as suas terras. A Amazônia Legal, nesse sentido, abriga a maior parte da população indígena e, desde a revolução verde na década de 90 e a descoberta de metais preciosos nessa região, passou a ser local de expansão agropecuária e exploração mineral. Esse fato favorece o surgimento de conflitos de interesse e, consequentemente, a marginalização e a mortandade do índio brasileiro.

Portanto, o índio tem se adaptado – ou tentado se adaptar – ao modo de viver de seu colonizador. Para atenuar os efeitos dessa realidade, é preciso que a ONU ( Organização das Nações Unidas) pressione a Funai (Fundação Nacional do Índio) a tomar medidas protetivas mais contundentes. Nesse contexto, a Funai deve realizar – junto com o Ministério da Segurança e da Fazenda – a criação de acordos entre empresários e tribos indígenas. Isso seria possível com o respeito às terras indígenas e o oferecimento de crédito aos interessados que obedecerem a esses limites. No entanto, sem o cumprimento desse acordo, o indivíduo seria punido pela lei. Somente assim seria possível abrir caminho para oferecer bem-estar social e reestabelecer a felicidade do índio.