O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 25/06/2018

19 de abril

Desde o processo de colonização do Brasil, no século XVI, os índios enfrentam dificuldades que atravessaram séculos. Nesse contexto, a herança da concentração fundiária por uma elite patriarcal e a contínua falta de representatividade política, infelizmente, contribuem para a permanência desses desafios.

A primeira divisão territorial do país, as capitanias hereditárias, não levou em conta as tribos indígenas locais, mas somente o poder de compra do donatário. A par disso, nos dias de hoje, grande parte das terras com vazio demográfico pertence a grandes fazendeiros, para atividades agropecuárias, ou empresários com lotes improdutivos de terras usados para gerar lucros por intermédio da especulação imobiliária. Isso demonstra a continuidade de uma herança colonial excludente, totalmente inaceitável após cinco séculos. Os proprietários passam a ver o índio não apenas como um intruso, mas igualmente como uma ameaça aos seus interesses, de modo que os expulsam de seu sítio de origem.

Ademais, no Brasil, a representação da figura indígena no meio político é escassa. Prova disso, é a crença de que as questões deles não são próximas da realidade social do brasileiro, logo, não existem. Por essa razão, ainda hoje é difícil pôr fim a esses entraves. Pode-se afirmar que ocorre uma necessidade de aumentar a presença na formulação e execução  das políticas para os povos indígenas por ser um problema de toda a sociedade brasileira e não de determinado grupo.

Portanto, para que o dilema indígena tenha fim, medidas devem ser tomadas. Os Ministérios da Justiça e do Meio Ambiente, devem mapear regiões de concentração fundiária, por meio de fiscalizadores ambientais, e certificar-se de que não houve apropriação indevida por parte do possuinte, a fim de corrigir e prevenir novas injustiças sociais. Assim, o dia 19 de abril poderá ser verdadeiramente comemorado.