O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 04/07/2018
Índios no Brasil contemporâneo
No período colonial, a população indígena brasileira sofreu abusos físicos e psicológicos devido a exploração dos recursos minerais feitos pela corte portuguesa, tirando também a liberdade territorial e cultural desses povos. Na contemporaneidade, os índios ainda sofrem pela limitação que lhes são impostas a partir do crescimento do agronegócio e principalmente da extração ilegal de minérios, fatores que aumentam a repressão, violência e a falta de qualidade de vida no cenário tupiniquim, oriundos da ausência de representatividade política democrática e respeito. Destarte, torna-se fundamental a intervenção de órgãos nacionais e do Estado brasileiro para resolver o impasse.
Incontestavelmente, as terras canarinhas sempre foram alvos de cobiça nacional e internacional. Dessa forma, é essencial a demarcação de terras indígenas de modo a garantir a harmonia na vida dessas populações e oferecer-lhes o contato saudável com a natureza como também a expressividade cultural, porém, isso não ocorre devidamente no Brasil. Segundo dados estatísticos elaborados pela Rede Globo, em que aproximadamente 50% dos processos de demarcação ainda não foram iniciados, mostram a carência de representação política a que esses povos são submetidos, contribuindo também para criminalidade na natureza.
Nesse sentido, além do agronegócio, há a recorrente implantação de novas áreas ilegais de extração mineral que comprometem os locais habitados e por consequência diminuem a segurança e propagam a violência e o estupro. Além disso, a situação de calamidade em moradia e alimentação revelam o quadro desumano em que vivem. Nesse contexto, a população indígena opta cada vez mais a inserir-se na sociedade urbana, extinguindo progressivamente os ideais culturais pelas dificuldades de sobrevivência e à exposição ao perigo em seus ambientes de origem.
Em suma, conforme a Teoria Newtoniana, cada ação gera uma reação. Portanto, medidas são necessárias para garantir a proteção e qualidade de vida do índio contemporâneo. Dessa forma, o IBAMA (Instituto Nacional Do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis), deve fazer uma análise anual sobre a situação de vida dos índios no país meio ao agronegócio, a fim de esquematizar novas melhorias no setor com a finalidade de garantir que tribos não sejam afetadas. Ademais, o Estado deve elaborar sistemas de fiscalização fortemente equipados com satélites para fiscalizar as florestas e ter o controle do território a fim de evitar a criminalidade no extrativismo. Por fim, cabe ao setor judiciário acelerar os processos de demarcação territorial juntamente com a FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Assim, o conjunto dessas ações possibilitará um ambiente indígena mais democrático.
Portanto, de modo a aumentar a qualidade de vida