O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 12/07/2018

Inspirada nos ideais positivistas de Auguste Comte as inscrições “Ordem e Progresso” na brandeira brasileira remetem ao desejo a uma sociedade justa e próspera. Entretanto, muitos indígenas, atualmente, são privados de direitos como a legalização das suas terras e qualidade de vida, empecilhos que mostram-se antagônicos aos preceitos comteanos.

Em primeira análise, as demarcações de terras indígenas, mostram-se ineficientes por não contarem com uma política de segurança que garanta o cumprimento das divisas estabelecidas. Eventualmente, essas áreas são desrespeitadas por fazendeiros e tornam-se palcos de confrontos armados. Segundo a Fundação Nacional do Índio, as terras indígenas, por serem, na maioria, própria para plantio são cobiçadas por grandes donos de terra que buscam a expansão de áreas agricultáveis.

Além disso, para a plenitude indígena enquanto cidadão brasileiro, faz-se necessário que esse grupo tenha acesso a um sistema de saúde de qualidade. Pois, o índio não possui condições de lidar naturalmente com a novas doenças cada vez mais fatais. Cabe ressaltar que esse quadro teve início em 1500 com a chegada dos portugueses ao território indígena, trazendo doenças como a varíola, e se estende até os dias atuais com doenças como a dengue e febre amarela.

Para que se reverta, portanto, esse quadro de desigualdade, mostra-se imprescindível o aperfeiçoamento legal, a partir de diálogo entre legislativo Federal e sociedades indígenas organizadas, reconhecendo as reais necessidades e sanções mais efetivas, garantindo o respeito às terras indígenas. Ademais, o Ministério da Saúde, em conjunto com a Marinha, deve implantar unidades de saúde móveis em rios, com uso de embarcações munidas de aparato médico, a fim de atingir áreas restritas e proporcionar um novo quadro de crescimento ético e humanitário eficaz.