O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 17/07/2018
’’ Antes dos portugueses descobrirem o Brasil, o país tinha descoberto a felicidade’’. Com base no pensamento de Oswald de Andrade, é possível dialogar com o contexto histórico de 1500 : Os portugueses chegaram ao país modificando as terras com a exploração do pau-brasil e a vida dos nativos que aqui habitavam, alterando sua religião, cultura e modo de viver. Apesar do fato date de mais de 500 anos atrás, a problemática persiste na atualidade, fazendo com que o impasse seja de negligencia estatal, constitucional e social.
A priori, convém ressaltar que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. No Senado brasileiro, há uma grande luta entre os grandes latifundiários, pois a bancada alega que as demarcações de terras indígenas representam um obstáculo para o agronegócio.Essa conjuntura, de acordo com as ideias do contatualista Jonh Loke, configura-se uma violação do ‘‘contrato social’’, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que tais cidadãos gozem dos direitos imprescindíveis (espaço e sobrevivência cultural), o que expõe a população nativa a uma condição de ainda mais exclusão e desrespeito.
A posteriori, é possível visualizar as consequências disso observando que essa parcela de indivíduos vem diminuindo cada vez mais. Comprova-se isso com dados do IBGE, que estima-se que quando os colonizadores chegaram ao Brasil a população indígena ultrapassava dos 5 milhões e atualmente não ultrapassa dos 850 mil. De acordo com o sociólogo alemão Karl Marx, o capitalismo seria o que ia mover a sociedade, dessa forma é possível visualizar a negligência social, uma vez que as pessoas não são ativistas da causa por não ser uma realidade condizente com a deles.
Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário uma ação conjunta entre a escola (que é o papel fundamental na formação do indivíduo) e o Estado. O Brasil, na figura de poder legislativo deve criar leis que funcionem na prática e não em tese ( como a constituição de 1988 que ‘‘garante’’ a marcação de terras indígenas e sobrevivência cultural) de modo que essa parcela da população possa gozar do que é deles por direito. O Ministério da Educação deve instituir nas escolas a ‘‘semana do índio’’ com parceria dos professores de história, de modo a ensinar o quão sua cultura é rica e a importância dos nativos para a solidificação da sociedade atual. Diante disso, é possível visualizar um futuro que não dialogue com a época da colonia.