O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/07/2018
Desde a colonização do Brasil, no início do século XVI, a cultura indígena não é valorizada. Em decorrência disso, hoje, tais indivíduos ainda enfrentam problemas, principalmente, no que se refere a suas terras. Nesse contexto, faz-se necessário analisar as causas e efeitos dessa herança histórica, a fim de desconstruir visões de mundo preconceituosas sobre esse diverso grupo.
Em primeiro plano, os povos nativos são atacados verbalmente, fisicamente e ideologicamente há mais de meio século. Tal problemática persiste porque, concepções estereotipadas, advindas, sobretudo, dos europeus se difundirem e enraizaram-se nesse país. A Carta de Pero Vaz de Caminha, que relata o descobrimento do Brasil, é um exemplo disso, pois descreve os índios como selvagens, não civilizados, sem alma, ou seja, um grupo de pessoas inferior, infelizmente, tal pensamento excludente e eurocêntrico não permaneceu somente no campo literário, já que perdura atualmente no cotidiano dos cidadãos. Dessa maneira, medidas eficazes referem-se não somente a conscientizar o povo, mas também a criar estratégias de valorização dessa cultura rica e importante.
Em uma segunda análise, com o advento da Revolução Verde, na segunda metade do século XX, o agronegócio expandiu-se, gerando, consequentemente, prejuízos aos nativos. Os grandes donos de terras e mineradores possuem interesses em seus territórios, com o objetivo de explorar seus recursos agrícolas e minerais. No entanto, por conta disso vários conflitos são desencadeados, e os indígenas por estarem em desvantagem, principalmente, bélica contra os fazendeiros acabam morrendo nas confusões. Esses proprietários invadem as áreas desses povos e praticam extrativismo e desmatamento ilegal, afetando fauna, flora e culturas locais. Sendo assim, se medidas efetivas de proteção a esses indivíduos não forem adotadas rapidamente tal genocídio desumano continuará.
Fica evidente, portanto, que esse legado preconceituoso precisa ser combatido. Logo, as escolas devem oferecer uma educação crítica e humana, a fim de diminuir os estereótipos e visões distorcidas sobre as minorias indígenas, por meio da promoção de palestras e feiras semestrais, abertas a toda comunidade, com membros desses grupos relatando fatos e peculiaridades de seus hábitos e tradições, estimulando, por consequência, sentimentos de alteridade na população. Em conformidade, os órgãos governamentais, como a FUNAI e o IBAMA, tem por obrigação aumentar a fiscalização na fronteira agrícola e ao redor de áreas indígenas, punindo com maior rigidez invasores, com o intuito de preservar não somente o meio ambiente, mas também o distrito e vida desse grupo. Assim, a sociedade deixará de lado o legado de exclusão dos indígenas.