O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/07/2018
Dizia o pensador e iluminista Immanuel Kant: “O homem é aquilo que a educação faz dele.” Diante da fala do filósofo, o ato de educar é o meio mais plausível para solução de qualquer problema, como, por exemplo, os desafios enfrentados pelos povos indígenas na atualidade. Essa adversidade se deve à herança sociocultural e à negligência do estado ao não resolver o quanto antes essa problemática.
É notável que no iluminismo, à busca por direitos básicos como a vida, a liberdade e a educação eram incisivas. Sendo assim, essa pretensão pela aquiescência de ter direitos iguais ao do homem urbanizado é mais que um desejo, é uma necessidade. Contudo, heranças contrárias a esse tipo de pensamento foram deixadas por todo o tempo na história, como, por exemplo, a dificuldade que o índio encontra em ter acesso à educação, seja a distância até uma unidade escolar ou a falta de professores capacitados para lecionar essa etnia, essa problemática advém de muito tempo na história, o indígena sendo colocado ás margens da sociedade. Consequentemente, traz sérios riscos aos direitos básicos do cidadão brasileiro e um deles é a educação.
Em razão disso, o cenário brasileiro ainda exibe reflexos abusivos representados hodiernamente pelos altos índices de desemprego dos índios que saíram de suas tribos em busca de qualidade de vida na cidade e em sua grande maioria os que conseguem emprego, as condições de trabalho não são das melhores. Esse fato se deve a pequena carga acadêmica que esses nativos têm, devido à falta de infraestrutura e a dificuldade encontrada em ter acesso à escola. De acordo com a ONU, 38% da população indígena vivem em situação de pobreza. Lamentavelmente, verem-se poucas ações do governo para solução dessa problemática e menor ainda é o apoio da sociedade para que os aborígenes tenham seus direitos concedidos.
Ante a problemática apresentada, fica claro que governo e sociedade devem agir em conjunto. Desse modo, o corpo governamental na forma do Ministério da Educação Tendo o dever de construir escolas nas tribos mais isoladas ou facilitar o acesso a esses centros educacionais por meio de ônibus e barcos. A FUNAI, por sua vez, deve criar oportunidades de emprego para que esses nativos tenham uma qualidade de vida e uma fonte de renda melhor. Ademais, a sociedade deve colaborar com denúncias de qualquer abuso do trabalho indígena e deve ajudar em protestos para que o índio também tenha seus direitos e objetivos alcançados.
Diante dos fatos apresentados, uma politica pró-educação é o meio mais plausível para vencer a desigualdade, tendo os aborígenes os mesmos direitos e respeito que o homem branco e que todos tenham acesso a uma sociedade mais fraterna, igualitária e que todos tenham a liberdade que desejam.