O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/07/2018

Pêndulo de Schopenhauer

“A vida é como um pêndulo, indo e voltando, entre a dor e o tédio”. Esse pêndulo – metáfora criada pelo filósofo alemão Arthur Schopenhauer – tem tendido à dor se analisarmos a situação dos povos indígenas no Brasil contemporâneo. Embora tenha havido melhoras na situação dos autóctones brasileiros, o avanço dos empreendimentos econômicos majoritariamente ligados às áreas mineradora e hidrelétrica, põe em cheque as sociedades indígenas que vivem no país.

Nesse sentido, as atividades relacionadas ao extrativismo mineral são, talvez, um dos principais empecilhos para a manutenção das sociedades dos primeiros habitantes de nosso território. Isso se deve, principalmente, a 25% das reservas indígenas serem pleiteados por essas empresas mineradoras para exploração econômica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Dessa maneira, configura-se um demasiado risco às sociedade tradicionais no Brasil, pois o uso dessas terras por essas empresas alijaria os indígenas e usufruir de sua cultura.

Além disso, o progressivo desenvolvimento econômico e a consequente necessidade de obter energia elétrica também agravam o quadro dos índios brasileiros. De fato, isso decorre do grande potencial hidroelétrico da Amazônia, área de grande concentração indígena, para a geração de energia por essa fonte. Contudo, na construção de barragens necessita-se de grandes áreas, o que afeta os indígenas, pois eles acabam sendo removidos de suas terras. Assim, o pêndulo desses que são expulsos de seu lar acaba tendendo ao sofrimento.

Logo, as comunidades tradicionais ainda apresentam desafios para obter o devido respeito, apesar dos avanços. Dessa maneira, o Poder Público, por meio da Presidência da República, deve criar um programa para configurar parcerias com empresas das áreas de mineração e hidroeletricidade. Esse programa visaria a manutenção das sociedade indígenas com benefícios fiscais dados aos empreendimentos que respeitassem o direito dos autóctones. Ademais, as empresas que aderissem a esse projeto receberiam um selo de responsabilidade social, que poderia ser usado para a melhoria da imagem dela perante o público. Dessa forma, o pêndulo dessas sociedades que tanto sofrem pode não tender mais à dor.