O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 02/08/2018
Getúlio Vargas visando levar o progresso econômico para as regiões centrais do país, em 1938 deu início a “Marcha para o Oeste”. Embora, esse projeto de governo fosse importante para o Brasil, os povos indígenas foram e são os que mais sofrem os efeitos dessa modernização. Sendo assim, o desenvolvimento chegou ao Centro-Oeste trazendo com ele vários problemas emblemáticos para aquela região.
Por exemplo, as terras indígenas no estado do Mato Grosso e Paraná, são alvos constantes de interesses financeiros de empresas de minerações, madeireiros, garimpeiros e donos de fazendas. Visando obter lucro com a exploração desse território, alguns desses se tornam invasores, que de modo ilegal, desmatam e poluem o local onde esses índios vivem. Desse modo, os prejuízos são muitos, pois muitos desses assaltantes contaminam a água onde esse povos se banham e pescam, com mercúrio vindo do garimpo ilegal ou com agrotóxico vindo de fazendas vizinhas, e ainda lesam a obtenção de alimento pela caça, com a destruição de áreas florestais por madeireiras.
Somados a isso, as tribos indígenas por uma questão cultural não tomam vacinas, o que deixa essa população vulnerável às doenças transmitidas pelos homens brancos, como o sarampo. Por causa disso, para proteger suas terras, esse indígenas entram em conflitos armados e sangrentos com esses exploradores, o que na maioria das vezes terminam em mortes de ambos os lados.
Portanto, para que haja um consenso entre desenvolvimento e preservação da natureza e da cultura indígena, é importante que o governo dê importância para os estudos e pesquisas que revelam os impactos negativos que a construção de uma fazenda, mineradora ou hidrelétrica possa causar a uma tribo indígena. Para isso, é importante que a sociedade através de manifestações e petições onlines, apoiem os índios na luta pelos seus direitos. E ao legislativo, cabe criar e manter as leis que dão mais autonomia jurídica a institutos como a FUNAI(Fundação Nacional do Índio) e do IBAMA(Instituto Brasileiro de Recursos Naturais e Renováveis).