O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 26/08/2018
O tipo ideal de Max Weber refere-se a uma construção mental da realidade como modelo, possibilitando análises de fatos reais como desvios do tipo idealizado. Destarte, é perceptível e discutível os desvios na questão indígena brasileira, uma vez que, hodiernamente, o índio se encontra em foco devido a alguns fatores negativos como explorações e falta de demarcação de suas terras.
Em primeira análise, as terras indígenas sofrem exploração pelo fato de que a maioria delas são inexploradas e isso atrai os olhares do setor mineral, que sobrevive do proveito da terra. E prova disso são os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que mostram que 98% das terras indígenas ficam na Amazônia legal e 34% dessas apresentam algum tipo de interesse mineral. Não obstante, outras áreas, que são de preservação ambiental, sofrem exploração ilegal de recursos naturais, o que afeta negativamente na qualidade de vida do índio.
Em segunda análise, a falta de demarcação das áreas indígenas exclui a garantia dos espaços que a eles deveriam pertencer, o que torna favorável a utilização desses para grandes construções, como no caso da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Baixo Xingu. Tal construção gerou grande insatisfação indígena, por essa ameaçar a integralidade dos rios e a sobrevivência do grupo.
Diante dos argumentos supracitados, é dever do Poder Executivo garantir a preservação ambiental das áreas primitivas por meio de intensas fiscalizações e rigor punitivo, a fim de que as explorações ilegais sejam suprimidas e que se preserve não somente os ambientes, mas também a qualidade de vida nativa. Outrossim, o Estado deve realizar a demarcação das terras autóctones para inviabilizar construções maléficas para a cultura primitiva. Somente assim, o índio terá um foco positivo e a questão indígena brasileira se aproximará do seu tipo ideal.