O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/08/2018

Índio brasileiro: entre a cruz e o arpão

Escravização. Genocídio. Desapropriação cultural. Suicídio. Invasão de terras. Privação de direitos. Inegavelmente, todos esses termos representam marcas persistentes na história dos índios brasileiros. Estes, têm sido foco de diversos debates, que visam a descobrir as causas dessas formas de violência. Todavia, tem-se claro que tal situação se acentua tanto pela ignorância da população com relação à cultura desse povo, quanto pela ineficiência das autoridades em protegê-lo.

A priori, o desconhecimento das características indígenas atuais prende a maioria dos brasileiros a estereótipos que remetem ao Quinhentismo. Sem dúvida, a representação do índio em grande parte das escolas do país como um ser ultrapassado e alheio à modernização prova uma forte ligação das pessoas à perspectiva subjugadora que tiveram os colonizadores portugueses. Enfim, isso tem levado muitos desses povos a crises identitárias que findam, bastantes vezes, até mesmo na autoquíria.

Outrossim, os representantes não tem se preocupado com a ocorrência de crimes contra as comunidades autóctones. Apesar das manifestações desses povos, endossadas por artistas consagrados, como Nando Reis e Francisco César, na música de protesto “Demarcação Já”, indivíduos continuam sendo explorados e exterminados, especialmente em regiões de fronteira de suas terras com locais de exploração agrícola.

Logo, essa é uma questão que exige uma intervenção urgente do Estado. Assim, um maior empenho da população e dos representantes melhoraria a vida dos indígenas do Brasil. Sobretudo, buscar informações acerca da realidade atual desse povo, através da internet e de livros, deveria ser uma ação adotada por todos. Isso reduziria o preconceito e a discriminação. Ademais, é imprescindível que a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), linde, por meio de um mapeamento eficaz e vigiado, as terras pertencentes aos índios, o que evitaria a usurpação de seus direitos. Dessa forma, seria possível a construção de uma sociedade mais humana.