O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 16/08/2018

“O Brasil vai ficar rico, vamos faturar um milhão, quando vendermos todas as almas dos nossos índios num leilão”, a frase do cantor Renato Russo enfatiza o descaso que os povos indígenas enfrentam. É incontrovertível que o Brasil é um gigante miscigenado, todavia, no que tange a conjuntura supracitada, deve-se analisar o genocídio histórico de uma raça, juntamente aos empecilhos hodiernos.

Primordialmente, a carta de Perto Vaz de Caminha, escrita durante o período pré colonial descrevia o território brasileiro, além de inferir que o povo que ali estava deveria ser civilizado, pois dentre outros fatores tinha “suas vergonhas” amostra. Nesse contexto, observa-se a imposição da cultura europeia sobre os indígenas, que culminou na morte de muitos, devido à escravização e aos embates em decorrência da resistência de alguns povos. Destarte, dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) apontam que em 1500 havia mais de 5 milhões de índios no país, atualmente existem apenas 817.963.

Ainda, diante ao passado penoso, ocorreu a implementação de alguns recursos para estes, como a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) que visa proteger e promover o direito dos povos indígenas. Ademais, em 1973 o Estatuto do Índio foi promulgado por meio da lei 6.001, este tendo por objetivo garantir seus direitos fundamentais. Entretanto, o panorama dos nativos continua sendo desagradável, vítimas de invasões territoriais e conflitos com grandes latifundiários que buscam a expansão agropastoril e afins, faz com que a perda de terras seja inerente ao massacre cultural de um povo.

É evidente, portanto, que ainda há entraves perante ao cenário referido. Dessa maneira, cabe aos órgãos governamentais competentes a aplicação de multas àqueles que desrespeitarem tanto aos territórios quanto aos próprios índios, visando o conforto e dignidade de uma raça já bastante explorada. Por fim, cabe ao MEC instituir nas escolas por meio palestras a importância que o povo indígena tem diante a formação cultural, étnica, entre outros, para o país, a fim de que adultos complacentes perante ao tema debatido sejam formados. Afinal como citou Martin Luther King “toda hora é hora de fazer o que é certo”.