O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 17/08/2018

A problemática indígena não é uma invenção atual. Haja visto que na colonização do Brasil, essa minoria teve suas terras tomadas pelos Portugueses, sua cultura desassimilada pelos Jesuítas e foram de maneira intensiva mortos pelos Bandeirantes. Sob essa ótica, entende-se que existe uma dívida a ser paga, na qual ainda não foi superada. Ao julgar que, suas terras ainda não foram devidamente demarcadas, o que gera outras violências e o suicídio, nas quais devem ser superadas.

Convém ressaltar, a princípio, a importância da delimitação legal das terras indígenas. Pois, apesar da Constituição de 1998 prever que os povos tradicionais deveriam ter essas demarcações dentro de 5 anos, ou seja, até 1993, isso ainda não aconteceu. Em conformidade com a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), a qual afirma que apenas um terço desses territórios foram homologados. Nessa perspectiva, é evidente que o estado descumpre com os direitos das tribos naturais do Brasil há 25 anos.

Por conseguinte a falta de delimitação dos espaços indígenas, tem-se a grande pressão enfrentada pelos povos nativos. Já que as terras que no período colonial brasileiro eram invadidos por senhores de engenho, na idade pós moderna é ameaçada pelo agronegócio, na qual pressiona essa minoria e invadem suas terras. Sob esse viés, foi realizado, pela ONU Brasil em 2018, um vídeo denuncia relatando esses casos. Ademais, consoante a O Globo, os índice de suicídio dos índios é 3 vezes maior que a média nacional. De forma a evidenciar tais violências.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessário que a FUNAI e as organizações de líderes indígenas trabalhem juntas. De forma a  pressionar o Ministério Público Federal a tratar com prioridade a demarcação de terras dos povos tradicionais. De modo a promover mobilizações em praças públicas e nas mídias sociais, que publiquem vídeos e textos que  peçam ajuda nacional e denunciem a ausência da prática dessa lei, assim como as violências geradas pelo agronegócio. Afim de superar a dívida histórica e assegurar os direitos básicos dos povos nativos.