O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/08/2018

Antes da chegada dos portugueses ao Brasil, no século XVI, a diversidade de comunidades indígenas no território era enorme, aproximadamente 1000 povos diferentes. Visto isso, mesmo após a imposição de uma cultura eurocêntrica no país, a variedade de nações autóctones ainda é muito grande. Nesse viés, esses povos enfrentam uma realidade de problemas sociais e políticos, haja vista que a cultura europeia está enraizada na educação do país, refletindo em ideais preconceituosos e rivalidades socioeconômicas.

Vale ressaltar, a princípio, a existência de cerca de 300 comunidades indígenas diferentes, no Brasil, com uma estimativa de 170 a 250 línguas faladas por elas, de acordo com dados da FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Esses dados comprovam o quanto a educação básica brasileira é de caráter eurocêntrico, já que a maioria das escolas oferecem aulas de inglês, francês e espanhol, mas nenhuma língua indígena é estudada com profundidade. Da mesma forma acontece com as culturas dos autóctones, estas não são discutidas de forma verídica durante a formação escolar de crianças e adolescentes, o que causa uma visão preconceituosa e idealizada do índio.

Além disso, a questão dos povos indígenas no Brasil contemporâneo também é problemática na política. De fato a Constituição de 1988 prevê a demarcação das terras indígenas, porém, a FUNAI é o órgão responsável por identificar, demarcar e monitorar essas terras, mas sofre limitações militares e orçamentárias. Cabe também à FUNAI a proteção das comunidades, ou seja, os funcionários do órgão precisam enfrentar diversos garimpeiros e madeireiros, os quais dispõem de armamentos para disputar as terras - por serem ricas fontes de matérias-primas - oferecendo riscos de assassinatos não apenas para as tribos indígenas, como também para os funcionários da fundação.

De acordo com o supracitado, as comunidades indígenas ainda são vítimas de preconceito. Logo, cabe ao Governo Federal aumentar o investimento financeiro e o apoio militar à FUNAI. Dessa forma, a fundação será capaz de promover com eficácia os seus deveres, tendo recursos suficientes para garantir os direitos indígenas, como tropas militares capazes de enfrentar os garimpeiros e madeireiros. Além disso, com maiores investimentos, os funcionários da FUNAI deverão promover aulas e palestras, nas escolas, que ensinem sobre a realidade e a importância da valorização indígena.