O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/08/2018

Durante a segunda Guerra Mundial, o autor austríaco Stefan Zweig migrou-se para o brasil devido à perseguição nazista na Europa. Bem acolhido e deslumbrado com o potencial da nova casa, Zweig escreveu um livro cujo título é até hoje debatido: ‘‘Brasil, o país do futuro ‘’. Contudo, no mundo pós-moderno, quando se observa a ganância pelos territórios indígenas e a violência contra os mesmos, percebe-se que essa profecia não saiu do papel.

Desde o iluminismo, concebe-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Todavia, ao olhar para a exploração ilegal de áreas indígenas e a falta de reação da sociedade e do Estado, é indubitável que esse ideal iluminista não é praticado no Brasil. Dessa forma, mudanças nos valores da população brasileira são imprescindíveis para transpor as dificuldades enfrentadas pelos índios.

Outra questão relevante, nessa temática, é a violência histórica e persistente exercida contra os povos indígenas . Desde a chegada dos portugueses até o século XXI, os índios, que são reconhecidos pela Constituição cidadã de 1988 como os povos originários do Brasil, são perseguidos, violentados, expulsos de suas terras e humilhados. Logo, faz-se necessário que o Estado promova ações que garantam a segurança desses povos.

Nesse sentido, urge que o Governo Federal em conjunto com o Exército crie postos militares  próximos a áreas indígenas visando coibir a exploração de recursos e garantir a segurança das tribos. De resto, propagandas informacionais e educativas veiculadas pelas mídias do Governo, são necessárias para que a população brasileira respeite e compreenda a importância do índio desde a formação do país. Dessa maneira, o Brasil não só garantiria mais segurança/respeito aos índios mas também avançaria em direção ao país tão sonhado por Zweig.