O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 01/09/2018
Estima-se que no século XV, quando o Brasil foi “descoberto”, nele viviam cerca de 5 milhões de indígenas. Após a colonização portuguesa, criou-se uma ideia de que esses povos seriam inferiores e lhes foram retirados seus direitos de possuir terras e vida. Infelizmente essa realidade persiste, seja pela segregação criada historicamente, seja pela persistência da mesma.
De início, é evidente em documentos históricos, como A Carta de Pero Vaz de Caminha, a criação de um ideia de inferioridade dessa etnia. Esse pensamento perdurou até a atualidade, visto que esses povos seguem sendo marginalizados. A segregação dos índios ocorreu ,inicialmente, por causa de suas distinções e diversidade em relação ao europeu, que tinha como padrão o cristianismo. Mesmo depois da independência brasileira, alguns padrões foram mantidos, a marginalização indígena é um deles, nesse sentido, segundo Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado”.
Ademais, de acordo com pesquisas realizadas pelo IBGE, existem aproximadamente 800 mil índios no território brasileiro e destes quase metade vivem marginalizados em busca de reconquistar suas terras. Embora o direito à demarcação de território esteja previsto na Constituição, desde 1988, ainda é trabalhoso para a Funai comprovar quais territórios pertencem aos povos indígenas. Isso ocorre porque existem fazendeiros que apropriaram-se de suas terras e apensar da resistência dos nativos eles dificilmente os ressarcem, pois, por estarem em uma classe social mais elevada, não são devidamente punidos.
Destarte, medidas são necessárias para combater a problemática. Cabe ao Governo garantir que o direito previsto na Constituição seja cumprido. Logo, é preciso punir aqueles que impedem, de alguma forma, que isso ocorra, por meio da criação de leis contra a apropriação de terras. Dessa forma, a população indígena começará a reconquistar seus direitos.