O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 28/09/2018

A preservação da cultura indígena

O sociólogo Zygmunt Bauman, em sua obra “Em busca da política”, afirma que “tendemos a crer que pouco podemos mudar - sozinhos, em grupo ou todos juntos - na maneira como as coisas são produzidas no mundo”. É com essa crença que poder público e coletividade têm, de forma muito tímida e pouco assertiva, encarado a questão indígena no Brasil do seculo XXI. Logo, é imperativo um maior engajamento desses atores sociais no inadiável enfrentamento desse problema.

Induvidavelmente a Constituição Federal de 1988 foi incrivelmente benéfica para os índios. Uma prova fatal disso é que essa minoria conquistou diversos direitos como a demarcação de terras. Entretanto, o principal entrave é assegurar essas mesmas conquistas, já que, segundo o censo de IBGE de 2010, quase 10% das terras indígenas já regularizadas não estão sob pleno domínio das comunidades indígenas. Isso mostra um contexto no qual o índio sofre pela histórica omissão estatal. Assim, o Governo precisa amparar essa população.

Conforme o filósofo alemão Jurgen Habermas, advindo da escola de Frankfurt, o consenso social é a melhor forma para resolver impasses. Nesse sentido, a comunicação entre a própria população é fundamental para, com isso, eliminar preconceitos e estereótipos que acarretam na exclusão social do indígena. No entanto, o atual cenário escancara uma preocupante negligência em relação a essas pessoas, dado que os “civilizados” ainda persistem na crença de superioridade sobre os indígenas. Dessa forma, através de um intenso diálogo social isso amenizará.

Por tudo isso, a sociedade civil, com o apoio de ONGs e de associações que militam nesta área deve, por meio de petições, abaixo-assinados e manifestações em locais públicos e nas redes sociais, pressionar o Poder Legislativo para aprovar o Estatuto dos índios a fim de garantir os direitos indígenas conquistados pela Constituição cidadã. Ademais, as escolas, responsáveis tanto pela formação intelectual quanto moral das crianças e dos jovens, devem ofertar à comunidade palestras ministradas por especialistas na área e pelos próprios índios com o intuito de esclarecer a importância dessa minoria para a cultura brasileira. Só assim, a nação dará passos mais firmes na direção de um futuro melhor.