O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/09/2018

Dito fora por Augusto Conte “Ver para prever, prever para prover” é inegável que têm sido verificadas altas taxas de repúdio no Brasil e que é previsto crescimento contínuo das mesmas. Aliado ao Romantismo na literatura brasileira percebe-se intrinsecamente a idealização do índio apenas nos contos literárias, como as três gerações românticas do índio como herói da pátria.

A engrenagem imediatista hodierna emperra o avanço sustentável, uma vez que este leva em conta consequências em longa demora, tais como a invasão da pecuária e agropecuária nas tomadas posses para produção mercantil, o que corrobora à destruição da fauna e da flora. Não obstante, o ideário marxiano da economia se faz presente, - os meios de produção determinam o comportamento humano. Destarte, rastilhos históricos enraizados, configurações inferiorizantes, outrora etnocêntricas viabilizam como autores dessa desigualdade social.

Ainda sob ângulo histórico- econômico, sabe-se, que o desvelo dos poderes: executivo, legislativo e judiciário contribui para esse impasse, ou de forma unidirecional da mesma, outrossim, a ineficácia tramitação de medida paliativa, em longo prazo. Ademais, - subjugados à marginalização, violência, vulnerabilidade social, observa-se, de maneira análoga uma imagem superficial indígena no contexto brasileiro. Com efeito, o poder deixa emanar o povo e passa a ser usado em detrimento deste, como a perda da apropriação cultural. Dessa forma, direitos adquiridos são corrompidos pelo determinismo arcaico, conforme ações antrópicas, inerente a preceitos construídos ao decorrer dos anos.

Está exposto, portanto a defasagem entre direito e garantia e são necessárias medidas para intervir esse impasse. A ONU juntamente como o Governo Federal, devem ampliar a reconstrução indígena nas escolas, através de conferências, aulas presenciais como –aldeias ou tribos, para solidificação desse empecilho, mas também, na elaboração de políticas públicas eficácia a partir do FUNAI, usando parte dos impostos públicos pagos anualmente na construção das mesmas, projetos, teatros, pequenas exposições aberto ao público, desmitificando todos os fatos supracitados . Assim – O homem concertado, sociedade erradicada.