O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 10/10/2018

Segundo a primeira lei de Newton ou lei da Inércia, um corpo tem a tendência de continuar em seu estado natural, ou seja, em repouso, até que seja aplicada uma força superior sobre ele. Assim como na física, a sociedade brasileira encontra-se estagnada diante das consequências negativas que o índio brasileiro vem sofrendo na atualidade, que por sua vez prejudica a sobrevivência dos indígenas e o valor ético e cultural do país frente a essa população. Neste contexto, é necessário refletir sobre alguns aspectos que se fazem relevantes, como o avanço demográfico sobre suas terras, como também a tentativa de confinamento para exploração mineral e expansão do agronegócio em território indígena.

É indubitável que a Constituição e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Logo, é possível fazer menção ao estudo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística realizados em 2010, mostrando os impactos negativos dos crescentes avanços demográficos sobre as fronteiras indígenas pela falta de fiscalização, apontando que cerca de 324 mil índios ou 36% migraram para os centros urbanos devido ao avanço das cidades sobre suas terras, fazendo com que eles saiam de sua zona de sobrevivência em direção as cidades por melhores condições de vida.

Além disso, destaca-se a tentativa de confinamento do território indígena para exploração mineral e a expansão do agronegócio como impulsionador do problema. Uma vez que estudos realizados pelo site uol, mostram que desde 1969 até os anos atuais, o território indígena vem sofrendo exploração mineral de forma ilegal, como também a crescente expansão do agronegócio sobre seu território tem causado impactos de forma negativa nas terras demarcadas para os índios. Pois, disputa territorial para plantio de soja, milho e exploração mineral, gera conflitos entre indígenas e os grandes proprietários de terras, gerando, assim, o homicídio de centenas de índios, como afirma o Serviço de Proteção aos Índios e Localização de Trabalhadores Nacionais.

Infere-se, portanto, a necessidade de resolver esse impasse. Dessa forma, cabe ao Ministério da Cultura em parceria com o Governo por fiscalizar as áreas demarcadas para os índios por meio de profissionais qualificados com auxílio de ferramentas de precisão como GPS, minimizando, assim, a invasão demográfica sobre seu território, como também, a realização de campanhas em jornais, redes sociais e revistas, convocando a população brasileira a defender a cultura brasileira e indígena protestando contra a PEC 215, em que as terras demarcadas para os índios passam para o poder legislativo que visa o interesse do agronegócio, para que assim o tecido social se desprenda de certos tabus e não viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.