O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 03/10/2018
Na obra “A República” (380 a.C.), o filósofo Platão idealiza uma organização política pautada em uma harmonia social completa, livre de conflitos e adversidades. Desde então, essa filosofia impulsionou o desejo das nações de alcançarem esse feito. Contudo, atualmente, problemas com que acontecem o índio brasileiro tem afastado o país na conquista desse objetivo. A partir disso, é válido analisar os aspectos políticos e sociais que envolvem esse entrave.
De início, ressalta-se que o governo mostra-se inerte ao permitir a violência contra os indígenas. Isso porque falta investimento na fiscalização das áreas demarcadas, fator que pode possibilitar o conflito entre os nativos e os fazendeiros que almejam a posse dessas terras. Um exemplo disso é que, segundo a Polícia Federal, as regiões em que ocorrem a maior incidência de conflitos são as agrícolas. Constata-se, desse modo, que o contrato social foi rompido, já que segundo o filósofo Thomas Hobbes, é dever do Estado manter o bem-estar de toda a coletividade.
Ainda, pontua-se que falta engajamento coletivo para se lutar em prol dos indígenas. A explicação disso é que a população não tem se organizado, de forma efetiva, para exigir uma legislação mais rígida que preserve a integridade do aborígene, podendo agravar os conflitos. Considerando os estudos do sociólogo Zygmunt Bauman para compreender esse fenômeno, nota-se que o pessimismo da modernidade exerce coerção sobre as pessoas, fazendo com que elas permaneçam inertes diante de quadros negativos.
Evidencia-se, portanto, que o índio deve ter seus direitos garantidos. Por isso, é preciso que o Poder Executivo, juntamente com o Ministério da Justiça, deve contratar novos profissionais e equipamentos tecnológicos de monitoramento para aumentar a eficiência da fiscalização nas terras demarcadas, no intuito de garantir a segurança do nativo. Ainda, é necessário que o cidadão atue como um agente social, em conjunto com a mídia socialmente engajada, na divulgação de palestras com profissionais sobre a importância de uma legislação mais rígida em defesa dos índios, a fim de criar um senso crítico na sociedade, para que esta possa exigir do governo uma atuação mais adequada. Com isso, seria possível se aproximar dos ideais utópicos propostos por Platão.