O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/10/2018

Na primeira geração do Romantismo brasileiro, no século XIX, o índio é apresentado nas obras literárias como grande herói nacional. Hodiernamente, fora dos livros, mesmo após a Constituição de 1988 assegurar seus direitos, os povos indígenas sofrem ataques de diversas naturezas. Diante dessa realidade, o cenário do índio no Brasil configura um grave problema em virtude de raízes antepassadas e de fatores socioeconômicos.

É preciso ressaltar, antes de tudo, que a exclusão do aborígene brasileiro é datada de um legado histórico. Desde o Período Colonial, tendo como objetivo a obtenção de lucro na nova terra conquistada, os portugueses de imediato optaram pela escravidão dos nativos. Análogo a isso, atualmente, pensamentos do século XVI ainda se perpetuam, principalmente, quando a cultura indígena é colocada em segundo plano, prova disso é o fato de se classificar, popularmente, nossa língua como oficial, enquanto as deles sendo dialetos.

Além disso, os conflitos ligados a posse de terras são fatores que tornam a questão dos nativos mais complexa, essa situação vem dizimando muitas tribos e impedindo quaisquer avanços na questão indígena no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo site G1, em 2013 quase metade dos assassinatos em lutas por terras vitimou indígenas, reforçando a gravidade da situação. Outrossim,  fatores como, por exemplo, a falta de atendimento médico nas regiões em que as tribos estão inseridas e a precariedade de vida nesses locais, ocasionam o aumento da mortalidade desses indivíduos.

Mediante os fatos expostos, faz-se necessário que o Ministério da Educação, em parceria com a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), financie projetos educacionais nas escolas, que inclua uma matriz curricular, para disciplinas de história e língua portuguesa, que apresente conteúdos didáticos, com o intuito de garantir o reconhecimento em primeiro plano dos indígenas enquanto cidadãos brasileiros e da importância da sua cultura. Ademais, paralelo a isso, o Ministério da Justiça deve demarcar as terras aborígenes tupiniquins mais relevantes e garantir a sua segurança, através da elaboração de leis que punam especificamente atos violentos contra a vida dos índios. Ações essas que, iniciadas no presente, são capazes de modificar o futuro de toda sociedade.