O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 01/10/2018

“Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente”, a letra dessa canção, “Índios”, nos mostra como há tempos o índio no Brasil tem a sua integridade, terras e até a própria vida massacrados. Desse modo, algumas atitudes foram iniciadas pelo Estado, porém, pouco se mudou na realidade indígena brasileira que, até os dias atuais, sofre com guerra territorialista e falta de direitos constitucionais básicos, como, por exemplo, garantia à saúde.     Primeiramente, desde do início da colonização brasileira acontecem as lutas indígenas para assegurar seu território. De fato, até hoje essas guerras continuam, segundo a CIMI (Conselho Indigenista Missionário) cerca de 137 indígenas morrem por conflitos de território. Em sua maioria, essas lutas acontecem devido à expansão do agronegócio brasileiro que ,desde seu início, vem ultrapassando os limites demarcados pela Fundação Nacional do Índio (FUNAI).

Além disso, a saúde, direito garantido para todos, segundo o artigo 196 da Constituição, está escasso para a população indígena. No ano de 1999, foram criados 34 Distritos de Sanitários Especiais Indígenas (DSEI’s) com o intuito de melhorar e ampliar a saúde básica indígena. Porém, pouca eficácia foi vista, já que em 2016 teve a volta da malária na tribo Yanomani e também mortes por desnutrição em diversas tribos. Até mesmo os índios do Parque Nacional do Xingu tiveram um epidemia de doenças sexualmente transmissíveis.

Sendo assim, discutido o problema, vê-se como fundamental que a FUNAI juntamente com o Ministério Público agilizem a demarcação de terras e ampliem a fiscalização de terras demarcadas, já que o território é de importância socio-cultural indígena. Além disso, o Ministério da Saúde deve aumentar o número de DSEI’s e de médicos na regiões indígenas, afim de combater e prevenir doenças nessa população.