O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/10/2018

A partir do início do século XVI, foi possível observar grande coerção aos habitantes nativos, em função das peculiaridades culturais, tidas como impróprias pelos europeus, conforme relata a carta de Pero Vaz de Caminha. Hodiernamente, vê-se que os povos indígenas ainda lidam com o desrespeito. Ao pensar nos entraves dos índios brasileiros, é plausível afirmar que figuram como ameaças a serem enfrentadas. Isso se comprova não só pela posse de terra ameaçada como também pela visão defasada da sociedade em relação à essa minoria nacional.

Em primeira análise, destaca-se que os interesses financeiros circundam os direitos indígenas, tendo em vista os avanços da fronteira agrícola nas regiões centro-oeste e norte. De mesmo modo, convém lembrar da distribuição de sesmarias para pessoas próximas à família real, de modo a comprometer os moradores locais. Sendo assim, percebe-se a inadmissível, porém vigente reprodução do cenário em território brasileiro.   Além disso, é importante enfatizar a forte julgamento social acerca dos povos indígenas e sua afamada forma de viver, não mecanizada. Nesse sentido, consoante ao pensamento do sociólogo francês, Émile Durkheim, as pessoas que não se encaixam no fato social, forma padronizada de pensar e agir, são consideradas patológicas, em ameaça a integridade social. De maneira análoga, nota-se a gritante desvalorização da pluralidade que constrói nossa nação. Desse modo, é inaceitável que o quadro discriminatório permaneça de forma tão acentuada.

Fica claro, portanto, a conclamação de medidas para mitigar as heranças de preceitos corrompidos na sociedade. Para isso, o governo, gestor dos interesses públicos, deve incentivar as pessoas a compreenderem as culturas indígenas, por meio de visitas aliadas às campanhas virtuais e televisivas, com o devido auxílio para a manutenção dos ambientes de vivência. Espera-se, com isso, atenuar os conflitos até que, a médio prazo, deixem de ser uma realidade para os índios.