O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 10/10/2018
Os termos “aborígene”, “autóctones” e “indígena” são semelhantes e referem-se ao indivíduo originário de determinado país ou região. Antes do Brasil colonial, o território era completo por tribos nativas. Hodiernamente, estas correspondem a somente cerca de 0,47% da população absoluta brasileira. A falta de fiscalização das leis que garantem os direitos dos indígenas implica aos infratores que desrespeitar essas pessoas não terá punição. A permanência do índio é de fundamental importância, dado que este preserva a cultura tradicional e representa o nascimento da nação.
Por serem a minoria e conservarem tais hábitos característicos dos oriundos daquela terra (costumes que não dialogam com as evoluções tecnológicas), eles não recebem o mérito e atenção devidas, uma vez que, protegê-los acrescenta conhecimento, e não capital. Muitos desses autóctones buscam melhores condições de sobrevivência em centros urbanos, já que suas terras são atacadas constantemente por principalmente cidadãos com interesse lucrativo sobre tal área. Em algumas vezes, acabam por permanecer nas cidades e enfrentam dificuldade no processo de adaptação a nova realidade. Essa migração causa redução das tribos ou até seu fim.
Não obstante, a reforma agrária promovida no século anterior se apropriou de terras nativas, o que ocasionou a realocação dos habitantes destas. Ademais, a criação de hidroelétricas como a de Belo Monte acarreta na diminuição de áreas indígenas, a qual gera a necessidade de remoção e reposição desses povos locais para outras regiões. Esta ação é impactante para o índio, dado que, o território que tais habitam mantem uma conexão com as aldeias. Eles acreditam que ao proteger a terra, a natureza os recompensa.
Vê-se, portanto, que tais embates urgem por medidas interventoras. A Fundação Nacional do Índio (Funai) assegura determinadas terras para essas pessoas, por isso, este órgão junto ao Ministério Público Federal deverá se reunir com os representantes das tribos locais para demarcar as áreas que são do interesse dessas comunidades. Consoante a isso, os agentes deverão ponderar a diversidade cultural nessa população para não ocorrer o risco de conceder um vasto território, colocá-los em convivência e provocar conflitos entre esses grupos. Um exemplo desse acontecimento é a divisão do continente africano o qual não considerou as diferenças entre as aldeias e mesclou essas, o que causou guerras civis que perpetuam até os dias atuais.