O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 19/10/2018

Estrangeiros em sua própria terra

Desde a chegada do europeu na América há embate entre os povos que aqui chegaram e os nativos, mesmo ao se estabelecer relações econômicas entre si. Modernamente, esse fenômeno persiste no Brasil, porém com uma nova face, a do avanço do agronegócio, na qual coloca em foco o índio, que é o principal prejudicado nessa prática pelo fato de que parte dos latifundiários agirem com extrema violência. Nesse sentido, é importante mobilizar os diferentes níveis da sociedade civil em conjunto com o Estado para uma mediação desse mal.

Em 1922, o movimento modernista promoveu a semana da arte moderna, no qual originou-se o manifesto antropofágico de Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral cujo objetivo foi mostrar a diversidade cultural brasileira. Todavia, mesmo com o esforço em divulgar e integrar a cultura indígena ainda atualmente se trata esse grupo como “não brasileiros” e isso faz com que se agrave os conflitos nas demarcações indígenas.

O avanço da fronteira agrícola foi ampliado pelas políticas econômicas do Regime Civil-Militar em 1970. Assim, devido ao fato de que as áreas indígenas - garantidas pelo art.º 231 das Constituição Federal - se localizarem em terras cultiváveis ao agronegócio o conflito entre os latifundiários e índios se agrava. Com isso, é de suma importância salientar a urgência de frear o avanço da violência desproporcional, na qual parte dos ruralistas usufruem para expandir seu cultivo.

Em suma, mostra-se necessário uma conciliação nacional. Para isso, cabe ao Estado por meio do Ministério da Justiça em sinergia com a FUNAI que endureça a fiscalização em relação à violação dos direitos do índio, com intuito de que se freie o aumento da violência. Ademais, faz-se necessário que o Ministério da Educação amplie a política de integração do indígena à sociedade moderna nas escolas e faculdades, a fim de que o índio deixe de ser olhado apenas como nativo, mas como cidadão. brasileiro.