O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 16/10/2018

A Constituição Brasileira de 1988 garante no artigo 231 que deve ser reconhecido aos índios a sua organização social, costumes, línguas, crença e a proteção de suas terras. No entanto, a maneira em que vive os nativos é totalmente paradoxal à lei. Isso se evidencia tanto nas invasões feitas em suas propriedades, como também na visão retrógrada que a escola e a mídia transmitem sobre esse povo que muito fez pelo Brasil.

Em primeira instância, é importante ressaltar os inúmeros conflitos que a população indígena é submetida a enfrentar. Prova disso são as crescentes invasões de suas terras em busca de riquezas, expansão do território urbano, construção de hidrelétricas. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 54 índios foram assassinados em 2015, em disputas com fazendeiros que não respeitaram a demarcação das propriedades. Torna-se notória a ausência do Estado na punição e proteção. Por conseguinte, o sentimento de impunidade, desprezo e medo assolam os aborígenes. Logo, é necessário uma atuação do Poder Judiciário e uma eficiência maior da FUNAI, órgão que visa proteger os índios.

Além disso, a escola tem negligenciado a importância de ressaltar a valorização da cultura indígena e a sua verdadeira representação. De acordo muitos livros didáticos os nativos são preguiçosos e possui hábitos selvagens. Contudo, as qualidades desse povo são muitas vezes esquecidas e a imagem formadora pelos meios midiáticos e educacionais faz com que o tratamento não seja igualitário. Porém, como dizia Orlando Villas Boas, a cultura do outro deve ser respeitada, não só isso, procurar entende-la é fundamental. Sendo assim, há uma necessidade de compreender e buscar ser agregado pelos valores diferentes.

Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para que os índios possam ser valorizados no Brasil. Cabe ao Poder Legislativo em consonância com o Poder Judiciário, a criação de mais leis que visam proteger as propriedades onde já residem os nativos, ademais punir de forma educativa aqueles que as invadirem, ensinando os valores e cultura do povo que queria expulsar. Por fim, o Ministério da Educação deve inserir na grade curricular os ensinamentos da cultura indígena, e fornecer palestras ministradas pelos próprios autóctones, para que os alunos conheçam de perto as diferenças e a importância em respeitá-las.