O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 18/10/2018

Desde que os portugueses atacaram pela primeira vez nas terras brasileiras, em 1500, a população indígena sofrem com a truculência e ganância capitalista na busca por lucro. Desse modo, tribos foram dizimadas, suas terras roubadas, tudo isso em nome de um desenvolvimento econômico da qual eles não participam. Ademais, existe a perda cultural constante devido ao preconceito que sofrem ao emigrarem para as cidades por conta de tais motivos.

Dessa maneira, quando Portugal passou a colonizar o Brasil, pautando-se pelo plantio de cana-de-açúcar nas áreas extensas do litoral, todas elas povoadas por tribos nativas. As terras eram tomadas por guerras injustas, vide a superioridade bélica européia frente aos índios, e para ajudar no genocídio estavam as doenças trazidas pelos portugueses, como o sarampo e a varíola, da qual o sistema imunológico dos nativos não possuía contato. Isso resultou em uma diminuição drástica da população indígena de cerca de 4 milhões, em 1500, para 896,9 mil, atualmente, segundo dados do IBGE.

Além do mais, no cenário atual, os direitos dos indígenas a reservas legais estão ameaçados. A decorrência desse fato é o avanço da fronteira agrícola e da exploração mineral sobre a Amazônia, local onde está 98% das terras indígenas de acordo com o IBGE, impulsionados pelo aumento dos preços das “commodities” no mercado internacional  de acordo com a FUNAI, e o massacre perdura, em 2016, mais de 150 índios foram mortos, segundo o mesmo órgão.

Devido a tais interesses capitalistas em relação as terras indígenas, muitos nativos são praticamente obrigados a emigrar para as cidades quando seus lares são invadidos. Nos grandes centro urbanos são obrigados a viver sob um preconceito devido as suas tradições. Isso resulta em um cada vez maior distanciamento dos nativos em relação as suas raízes, gerando com o tempo uma enorme perda cultural para o país.

É necessário, portanto, agir de três maneiras para amenizar os problemas relacionados aos índios. Primeiramente, o Ministério do Desenvolvimento Social deveria utilizar satélites para monitorar as reservas indígenas e assim fiscalizar de modo mais eficiente locais de invasão, coibindo a tomada ilegal de terras nas áreas e reduzindo o êxodo dos nativos para as cidades. Em segundo lugar, é fundamental que o Poder Legislativo endureça as penas em relação aos casos de racismo, ajudando a evitar casos de intolerância e estimulando os indígenas a manterem suas tradições. Por último, é imprescindível que o Ministério da Cultura leve para as tribos tecnologia, como o computador, na qual os índios possam registrar suas tradições, evitando a perda cultural. Tudo isso é de grande valia para a formação de um país mais justo.