O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 18/10/2018
O poema intitulado “Erro de português” de Oswald de Andrade faz menção ao processo colonial no Brasil com a chegada dos portugueses. Nesse cenário, vê-se a imposição da cultura europeia aos povos nativos, traçando uma linha contínua de violações. Logo, valida-se observar o etnocentrismo somado ao descaso governamental que levam a população indígena a padecer em relação a exploração de suas terras.
O antropólogo Darcy Ribeiro em sua obra “O povo brasileiro – A formação e o sentido do Brasil” destrincha sobre a construção étnica e cultural do país, em defesa da miscigenação como fator dominante da diversidade brasileira. Com isso, analistas de seu livro – como historiadores – apontam a falha do Brasil na segregação racial. Visualiza-se, assim, as consequências da sobreposição de cultura que leva a desunião e o olhar etnocêntrico da identidade brasileira, no momento em que desmerece a imagem do índio e engradece a do europeu.
Ainda, segundo levantamento do Conselho Indigenista Missionário – CIMI – , oito casos de violência contra o patrimônio de terras indígenas ocorreram ao longo do ano de 2017 no Mato Grosso, como a exploração dos recursos naturais daquela região, desrespeitando, assim, a demarcação de seus territórios. Logo, ao analisar tal contexto, revela o desdém por parte do Governo em não cumprir com a lei os direitos individuais e coletivos garantidos aos indígenas.
Destarte, a existência da violação frente aos índios é uma realidade ininterrupta e que, portanto, requer conscientização populacional e respeito. Logo, deve o Ministério Público atuar na manutenção da ordem jurídica por meio da fiscalização das leis, aplicando penas duras à práticas em face da repressão dos direitos indigenistas, além de promover nas escolas a “Semana do índio”, através de palestras e discursos dirigidos por professores e representantes de tribos indígenas para que, dessa forma, a população valorize e respeite aqueles que iniciaram a história do Brasil.