O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 19/10/2018
A importância do índio para a pluralidade cultural brasileira
Ao chegarem no “Novo Mundo”, os portugueses logo se depararam com os povos nativos da região, que foram por eles denominados de índios. Desde então, a população indígena sofre com o preconceito. Por terem costumes completamente diferentes dos europeus da época, os índios eram considerados “selvagens” que precisavam da catequização dos padres jesuítas para alcançarem a salvação e o perdão de Deus.
Esses acontecimentos históricos são exemplos claros de etnocentrismo, no qual o colonizador europeu acredita que a sua etnia é a mais evoluída e que portanto é superior à do nativo. Não existe “cultura mais evoluída”, mas sim nações que se desenvolveram de formas diferentes, não podendo serem consideradas “inferiores” por tal motivo.
Infelizmente, esse tipo de discriminação ainda ocorre na sociedade brasileira. É comum encontrar nos noticiários casos de tribos indígenas que entram em conflito com fazendeiros ou grandes proprietários de terra, o que pode em alguns casos levar até a morte ou agressão física dos índios. O atual órgão do Estado que luta para mediar e evitar esses tipos de conflitos é a FUNAI (Fundação Nacional do Índio), que garante a asseguração dos seus direitos básicos, como saúde e educação.
Considerando-se o pensamento do escritor Carlos Drummond de Andrade: “Ninguém é igual a ninguém. Todo ser humano é um estranho ímpar”, mesmo pessoas pertencentes ao mesmo país, por exemplo, apresentam diferenças em vários aspectos. Isso pode ser claramente observado nos índios. Há uma variedade línguas e costumes ao se analisar diferentes tribos, o que só engrandece a variedade cultural do Brasil, que é extremamente vasta e rica.
Cabe a FUNAI, através de inclusão escolar e acesso a informação, inserir o índio como cidadão brasileiro ativo e participativo nas mudanças do país, sem perder suas características culturais singulares. É indispensável também que o resto da sociedade saiba e discuta sobre a importância desse patrimônio imaterial, através de palestras, conversações, leituras e discussões de obras que falam sobre o tema, principalmente as com turmas iniciais do ensino básico, levando aos jovens desde muito cedo a conhecerem e respeitarem o indígena brasileiro os seus costumes e a sua importância para o Brasil.