O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 19/10/2018
A defesa dos Direitos Naturais indígenas na globalização brasileira
Chama-se de aborígene o grupo de indivíduos originários de determinado território. Na América Latina, eles foram denominados índios. Desde a chegada dos portugueses no Brasil, este grupo é explorado. No entanto, houve avanços tecnológicos em sociedade, como também acelerado processo urbanizador que tomou conta das propriedades outrora de propriedade indígena. Nesse contexto, os nativos do Brasil procuram reivindicar seus direitos e forte preconceito para com eles, à medida em que a manutenção da sua peculiar cultura é um desafio no século XXI.
Sob esse viés, desde os primórdios da colonização os índios brasileiros foram explorados pelos colonizadores portugueses. Desde a prática do escambo até a catequização e a escravização, bem como a perda de terras à colônia portuguesa, demonstram as dificuldades deste povo com a descoberta do Brasil. Apesar disso, alguns hábitos indígenas foram assimilados pelos grupos colonizadores e perpetuados nos dias atuais, como a lavagem corporal diária, comumente conhecida como tomar banho. Ademais, meio ao intenso processo de urbanização em todo o âmbito global, os grupos minoritários são os que mais sofrem consequências, ao passo que os grupos indígenas estão diminuindo com o passar do tempo, em consonância com o preconceito enfrentado.
Todavia, os indígenas são indivíduos como todos os demais que vivem em sociedade. Destarte, tem direitos e deveres. Nesse sentido, o filósofo inglês Adam Smith caracterizou três direitos naturais ao homem: o direito à vida, à liberdade e à propriedade. Sendo assim, ao perder a posse de terras o direito à propriedade do filósofo é negado ao nativo. Convém ressaltar que os nativos praticam a subsistência, sendo assim, produzem tudo o que necessitam. Entretanto, uma vez que enfrentam uma diminuição constante de territórios passíveis de exploração, esta prática é dificultada. Em concomitância, a impossibilidade de realizar as tarefas que os mantém vivos, acarreta na procura por demais ocupações profissionais como a única saída, apesar da ínfima qualificação, cuja consequência direta é a marginalização em meio à vida urbana.
Portanto, a espoliação sofrida pelos grupos indígenas é um despautério. Contudo, acontece mesmo com a evolução histórica. É exequível práticas governamentais a fim de evitar que práticas de empresas com fins lucrativos não fira o direito à propriedade do nativo brasileiro, como tomando posse de suas terras. Desta forma, os indígenas teriam a liberdade de optar pelo estilo de vida desejado, seja por meio da subsistência ou com rumo aos grandes centros urbanos, com enfoque na especialização e inserção no mercado de trabalho.