O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 20/10/2018

A expansão da fronteira do etnocídio

Desde o início da colonização portuguesa no Brasil, as populações indígenas foram dizimadas, e as que restaram estão em reservas de proteção no norte do país. Na conjuntura atual, a expansão da fronteira agrícola ameaça, mais uma vez, o etnocídio de centenas de tribos indígenas, matando suas populações, eliminando a sua cultura e causando diversos entraves sociais.

Decerto, a invasão de terras indígenas é causada, principalmente, pela fragilidade sesse grupo, que, muitas vezes, são dizimados por latifundiários. Essa conjuntura negativa é agravada pela dificuldade no mapeamento das regiões de proteção dos aborígenes brasileiros, que só possuem a FUNAI como órgão de defesa dos seus direitos. Além disso, os índios também sofrem perseguição, pois eles não possuem proteção judicial com a terra habitada, fazendo com que os latifundiários utilizem a ilegalidade do indígena para justificar a invasão.

Em consequência dessas invasões que visam à expansão da fronteira agrícola, ocorre a morte de milhares de índios todos os anos, causando a eliminação de tribos e de sua cultura. De acordo com a FUNAI, cerca de 500 metros quadrados de áreas destinadas aos índios são invadidas e griladas todos os anos, demonstrando a gravidade do problema das terras indígenas no Brasil. Além disso, a ocupação de terras está intrinsecamente ligada ao etnocídio de diversas aldeias todos os anos, eliminando a população aborígene e sua cultura.

Faz-se necessário, portanto, que o Governo Federal invista no aumento do monitoramento de terras indígenas, buscando diminuir as invasões pela expansão da fronteira agrícola a partir de mapeamento por satélite de áreas protegidas. Essas medidas visam à diminuição da perda de terras pelos índios, reduzir a morte de aborígenes brasileiros e amenizar o etnocídio, minimizando a eliminação da cultura desse grupo e melhorando o Brasil no geral.