O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 20/10/2018
A visão sobre o indígena passa por fases romantizadas onde cria-se Peri, o índio herói do livro O Guarani, e também índios preguiçosos tal qual Macunaíma criado no modernismo. Chegando na atualidade decorrida desde o século XVI no descobrimento do Brasil até a contemporaneidade, dois contrastes se sobrepõem: O índio atraído para áreas urbanas interagindo com a modernidade e o índio na luta pela demarcação terras.
Deve-se pontuar de início que, segundo dados do IBGE existem hoje no Brasil cerca de 896 mil índios, dos quais 315 mil vivem em áreas urbanas. O processo de construção da transamazônica na década de 70 iniciou um maior contato do índio com o homem branco, até então cresce a cada ano a quantidade de índios “modernos”, um exemplo são os povos Ikepengs no Parque Do Xingu em Mato Grosso Do Sul, que usam internet para se comunicar com parentes e também registram suas histórias através de filmes e documentários, cercados de interações que levaram atualmente muitos até às universidades brasileiras.
Apesar de tal interação com a modernidade, dados comprovam o aumento preocupante da violência com relação a demarcação de terras, direito conquistado e previsto na constituição, no qual cabe a FUNAI(Fundação Nacional Do Índio), identificar, demarcar e monitorar tais terras, de maneira que, vários conflitos são gerados, decorrentes da existência da exploração de madeira, garimpos e projetos hídricos em espaço indígena. Em 2014, foram registrados 138 assassinatos de índios, demonstrando assim a ineficiência de proteção e lentidão por parte do governo, de modo que, 72 terras aguardam homologação na demarcação.
É evidente, portanto, que a evolução dos nativos indígenas no Brasil seguiu um percurso diferente em cada época. Dessa maneira, é preciso que o Ministério da Justiça agilize o sistema de homologação da demarcação de terras e que em interação com governos locais fiscalizem e resguardem o índio e sua cultura, redirecionando para isso, verbas públicas para a criação de concursos públicos, aumentando o efetivo de pessoas especializadas e ampliando orçamentos direcionados à FUNAI, a fim de que os direitos dos índios sejam atendidos e garantidos, levando uma melhor qualidade de vida e avançando a interação do índio com a sociedade moderna de forma pacifica