O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 24/10/2018
A Constituição Federal de 1988 reconheceu oficialmente o direito de cidadania dos índios e o das terras que tradicionalmente ocupam. No entanto, os interesses das populações indígenas brasileiras são tratados com negligência. Primeiro, devido à persistência da desvalorização da cultura indígena. Segundo, porque a prevalência dos interesses econômicos sobre terras indígenas fragiliza os interesses dessa minoria.
Inicialmente, a cultura indígena é parte constituinte da identidade brasileira, mas o desmerecimento dessa cultura se estende desde o período colonial, com a imposição dos costumes europeus, até os dias atuais -com a negação da importância indígena para a construção da sociedade brasileira. Isso significa que o etnocentrismo -o sentimento de superioridade de um grupo em detrimento do outro- acarretou no contínuo extermínio de sua cultura e, inclusive, fez com que, atualmente, alguns cidadãos tenham uma visão estereotipada e, até, fantasiosa desses grupos. Desse modo, o Estado deve intervir diante desse problema.
Posteriormente, os índios possuem terras demarcadas pelo Estado que despertam os interesses do agronegócio. Dessa maneira, essas áreas são uma das poucas que ainda possuem mata e recursos naturais, por isso o desmatamento e as invasões possessórias de terras são as atitudes ilegais que mais fomentam a violência contra os indígenas, sendo registrados 96 casos com esse teor em 2017, segundo o Cimi (Conselho Indigenista e Missionário). Dessa forma, a Funai (Fundação Nacional do Índio) deve atuar diante dessa problemática.
Portanto, é indubitável que existem percalços na efetivação dos interesses indígenas no Brasil. Nesse aspecto, a mídia, fazendo uso de sua capacidade persuasiva, pode divulgar em propagandas televisivas e em redes sociais campanhas que valorizem os índios. Além disso, a Funai, responsável pela promoção dos direitos indígenas em território nacional, deve aumentar a fiscalização das terras indígenas demarcadas, por meio do aumento do número de funcionários atuando nessa função a fim de assegurar que os direitos previstos na Constituição sejam respeitados. Assim, os nativos brasileiros poderão ser menos negligenciados.