O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 23/10/2018
A Constituição Brasileira de 1988, assegura aos povos índigenas, o direito de preservação de suas identidades e a integração na sociedade brasileira. Entretanto, quando se observa a atual situação índigena, persebe-se que tais direitos são constatados na teoria e não necessariamente na pratica. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato a fim de se obter como resultado uma sociedade integrada.
De acordo com Aristóteles, a política, por meio da justiça, deve servir como um meio de alcançar o equilíbrio na sociedade. Contudo, a postura governamental diante do caso tem sido pouco efetiva, uma vez que, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE- no ano de 2010, o número de índigenas, no Brasil, era de 817 mil, bem abaixo dos 5 milhões no ano de 1500. Além disso, mais de 300 mil habitam em zonas urbanas, pois tiveram suas terras perdidas por latifundiários que utilizam o território para exploração ambiental, com o propósito de gerar riquezas. Tais dados são reflexos dá mã fiscalização, falta de preocupação com o patrimônio e com a vida dos índigenas.
Outrossim, destaca-se a sociedade como impulsionadora do problema. No ano de 2018, o jornal “O Globo”, publicou o assassinato do cacique Jorginho no Maranhão que foi motivado por conflitos de terras. Infelizmente, casos de assassinatos de índigenas e preconceito cultural têm se tornado cada dia mais comum. Ademais, esse problema é uma herança dos colonizadores portugueses que impulseram suas culturas sobre os nativos, a catequização forçada e a obrigação de vestir roupas, por exemplo e a sociedade continua disseminando tais preconceitos.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um mundo melhor. Destarte, a Polícia Federal, juntamente com a Fundação Nacional do Índio, FUNAI, deve aumentar a fiscalização do território índigena, atraves de postos físicos de vigilância e câmeras de monitoramento, com o intuito de punir pessoas que tentam invadir as terras e devastar aldeias. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, é dever do Ministério da Educação - MEC - instituir, nas escolas, palestras ministradas por sociólogos, que discutam o combate ao preconceito contra povos índigenas, afim de que o tecido social se desprenda de certos comportamentos que não são adequados socialmente.