O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 25/10/2018
Quando um músico compõe uma canção, nela estão sentimentos, reflexões e entendimentos implícitos que revelam um sociedade, quiçá, ainda despercebida. Da mesma forma foi com a música “Amor de índio”, escrita por Beto Guedes, na qual é possível sentir e perceber a intensidade vivida pelo índio em comunhão à natureza, amor afetivo e modo de viver. Contudo, com o avanço tecnológico, a correria e a nova forma de conduzir o dia, os valores atribuídos pelos indígenas têm sido abandonados e, com eles, o cuidado com o meio ambiente, a valorização étnica, cultural e a seletividade entre produção e preservação.
Com atitudes efêmeras como as adotadas para apropriação de terras, poder e conquista, é inevitável notar que os prejuízos são desfavoráveis ao suportado pela natureza e humanidade nativa. Uma vez que todo organismo tende a encontrar o equilíbrio, qualquer atitude ou comportamento que desfavoreça a homeostase o conduz à senescência. Assim, devido a desumanização social por parte dos empresários, grandes exploradores e individualistas que visão o ganho e remetem a superioridade do branco em relação aos primitivos em terras brasileiras, ações equivalentes às supracitadas são cada vez mais comuns.
Dessa forma, os ocupantes que se diferem em mais de quinhentas tribos são desassistidos e tratados como impotentes, sem poder e apropriação. Consequentemente, as regiões antes protegidas e intimamente respeitadas, como refletido na canção do Beto Guedes, passam a ser agredidas e vítimas de exploração indevida, o que gera à natureza risco de extinção de espécies da fauna e flora, que, embora seja vasta, depende do sucesso de outras espécies para o cumprimento das relações ecológicas. Além disso, o impacto produzido desregula toda história vivida e cultura construída pelos nativos daquela região.
Para que se resolva o descaso aos nativos ocupantes de terras em território brasileiro, é preciso que atitudes efetivas sejam fundamentadas. De tal modo, cabe à população a vivência dos valores morais quanto ao respeito e legalidade em cada ação cometida. Junto a isso, é papel do Executivo intimar uma melhor fiscalização com reconhecimento de tribos e suas respectivas apropriações pelo Brasil, por meio do mapeamento atualizado periodicamente. Em retorno disso, as comunidades de índios terão maior tranquilidade de vida e o meio ambiente, favorecimento evolutivo e sustentável, já que o uso produtivo é renovado, sem violência e respeitoso. Aos não cuidadosos com a natureza, cabe aos fiscalizadores instruir e acompanhar.