O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 26/10/2018

Os indígenas foram vítimas de um genocídio que extinguiu etnias, línguas e culturas. Nesse sentido, quando os portugueses chegaram ao país havia cerca de cinco milhões de primevos. Porém, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2010 eles não passam de 900 mil. Nesse contexto, não há dúvidas que a valorização do indígena é um desafio no Brasil, infelizmente, devido não só a negligência governamental, mas também ao preconceito da sociedade.

Inicialmente, é válido salientar as conquistas alcançadas pela nação indígena nas últimas décadas. Isso posto, a Constituição Federal, promulgada em 1988, já inclui os primevos como cidadãos brasileiros, sendo assegurados a eles diversos direitos. É relevante enfatizar, que outros grandes avanços realizados em prol deles foram a criação da Fundação Nacional do Índio e o Estatuto do Índio, próprio para defendê-los.

Contudo, apesar do progresso anteriormente citados terem contribuído para melhoria de vida da nação indígena, ainda observa-se que o grupo em questão continua a ser perseguido e possuir seus direitos básicos desrespeitados. Nesse viés, de acordo com o Conselho Indigenista Missionário, em 2014 foram assassinados 138 indígenas, a maioria decorrente de conflitos com invasores de seus territórios.

Por fim, é válido acentuar o apagamento cultural. Nessa conjuntura, a existência de discriminação contra indígena é reflexo da desvalorização de sua cultura. Sabe-se notoriamente que na época do Brasil Colônia os jesuítas os proibiram de estabelecerem comunicações em suas línguas e os obrigava a portar um comportamento português do referido período. Outrossim, está na falta de conhecimento da sociedade não indígenas sobre seus costumes, línguas e crenças, visto que, as aulas ministradas nas escolas sobre o tema mostrar-se insuficiente.

Diante dos fatos apresentados, nota-se que o apagamento cultura dos indígenas é uma questão não elucidada e que, por isso necessita de intervenção efetiva. Como medida de contensão ao costumeiro desrespeito e à persistência da violência contra os primevos é preciso que o Ministério da Educação (MEC) invista em ações efetivas de intervenção no que diz respeito ao preconceito contra os indígenas brasileiros.Logo, Isso pode ser realizado através da educação. Assim, o MEC poderia desenvolver projetos nacionais sobre o indigenismo que seriam aplicados nas salas de aula por meio da construção e distribuição de material didático específico sobre o tema, com cartilhas informativas sobre as populações nativas do país. Projetos a serem promovidos com regularidade e para isso devem constar no calendário anual de todas as escolas do país. Somente assim, valorizar-se-á a cultura da nação indígena.