O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/10/2018
Apesar de obras românticas literárias primordiais como ’’ A Iracema’’ e " O Guarani’’ de José de Alencar, quebrarem os padrões indígenas tradicionais, e implantarem o protagonismo nacionalista dos mesmos, ainda, vê-se a desvinculação do teor nativo cultural na sociedade brasileira. Corroborando, portanto, a exclusão do papel indígena no Brasil do século XXI, devido a uma resistência etnocêntrica paradoxal, esta na qual consona à ideia da superioridade dos interesses ocidentais frente aos povos nativos.
A principio, é inquestionável a efemeridade da faceta indígena na sociedade. Desde a colonização, o índio foi minimizado,ora sendo escravo, ora sendo marionete eclesiástica. Posições que, em suma, participam de um prisma etnocêntrico enraizado. Aliás, um etnocentrismo contraditório, haja vista, a opinião romântica cuja a base da brasilidade foi os nativos posteriores aos portugueses. A herança de tal postura identifica-se, hoje, através de panoramas nem sempre refutados. Um exemplo disso, é a obrigatoriedade de línguas estrangeiras na grade escolar básica, frente a inexistência de um estudo dos principais troncos linguísticos das 274 línguas: o tupi e o macro-jê.
Paralelamente, apesar de a Constituição Cidadã de 1988 assegurar o direito fundiário ao índio. No que tange as terras brasileira destinadas à preservação indígena -cerca de 12% do território, segundo a FUNAI-, é ilusório pensar na isenção do etnocentrismo nesta, pois, atualmente, nota-se uma constante guerra entre o agronegócio e a mineração frente os direitos indígenas.Eis Itaituba , município no oeste do Pará no qual constantemente tem vivido a guerra entre os nativos e o garimpo. Mostrando, portanto, a não efetivação dos direitos e a persistente superioridade sob índios.
Torna-se imperativo, portanto, resolver tal impasse. Primeiramente, cabe à FUNAI e ao Estatuto do Índio acrescentar medidas à preservação indígena, como uma delimitação mais rígida e um isolamento compacto. Ademais, é essencial a ferramenta escolar à coesão de novos valores: a alteridade, renovando a forma do pensar no meio social; através de uma nova disciplina à matriz escolar básica:cultura brasileira, cuja a temática abrangeria os diversos povos indígenas do país. Dessarte, o Brasil poderá seguir os conceitos românticos de Gonçalves Dias: ’’ Nossos bosques têm mais vidas/ Nossas vidas mais amores.''