O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/10/2018
Na obra do escritor cearense José de Alencar, Iracema, a colonização é configurada pelas personagens Iracema, a índia, que dar título ao livro e Martin, o europeu. O relacionamento dos dois é conturbado, no entanto, nasce Moacir, o primeiro brasileiro miscigenado, facejando, assim, o complexo existencial dos indígenas e suas idiossincrasias. A comunidade indígena vem passando por uma série de adversidade. Isso decorre, do agronegócio brasileiro e da desvalorização da cultura dos nativos. Assim, cabe a análise dos motores da problemática.
A priori, o agronegócio muito corrobora para o agravamento da questão. O revés provém da expansão agrícola, sendo essa uma das responsáveis pela perca da diversidade indígena, uma vez que é a principal percussora da desapropriação de terra desses, locais carregados de valores culturais e salve-guardados pela FUNAI , desde 1966, que passam a ser destinados para a agricultura exportadora. O embate entre nativos e latifundiários pelo território não é da contemporaneidade. Desta maneira, envolvendo forças policiais, em que na maioria finaliza-se com perdas humanas, como o caso do índio Oziel Gabriel, no Mato Grosso do Sul, havendo comoção nacional.
Além disso, a subjugação da etnia é fomentador da vicissitude. De maneira que o descaso governamental para com esse povo é evidenciado, principalmente na tardia fusão no currículo escolar nacional, estudos sobre os indígenas, efetivado somente em 2008, no governo do ex-presidente Lula. Não apenais isso, mas a descaracterização do grupo é recorrente, seja na mídia, através de novelas ou mesmo na literatura, como na obra de Macunaíma, de Mário de Andrade, no qual o índio é retratado consoante a adjetivos de preguiçoso e burro. Sob esse viés, ratifica a desmoralização dos autóctone e, desrespeitando a ampla diversidade, já que o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou estimativas, onde há mais de 225 sociedades dos mesmos no Brasil.
Finalmente, conclui-se que há urgência em esmaecer a questão do índio atual. Assim, há intervenções exequíveis, como a maior rigidez na fiscalização da demarcação de terra indígena, podendo ser realizada pela Polícia Federal em conjunto com a FUNAI, a fim de que se obtenha maior segurança para a etnia nacional, com aplicação de penas duras àquele que tentarem usurpar o território estabelecido pela Constituição de 1988 , ademais, a mídia pode coadjuvar no que tange representação correta do nativo, sem preconceitos ou imagens pré-estabelecida desse povo, tencionando expor da melhor maneira no cenário nacional vigente, e por último, passeatas podem ser realizadas por meio de redes sociais , como o Facebook e coordenada tanto por nativos quanto por apoiadores da causa, objetivando facejar suas prerrogativas, anseios e sobretudo a realidade.