O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/10/2018
O escritor José de Alencar, em seu romance “O Guarani”, procurou valorizar a figura do indígena protagonista da história, o retratando como valente, forte e bondoso. Entretanto, no Brasil contemporâneo, é possível deferir que povos nativos não são observados dessa forma por grande parte da população, logo, sofrem intensas dificuldades tanto dentro em seu lugar de origem quanto no âmbito urbano.
Inicialmente, é inevitável questionar a perseguição que esses indivíduos são submetidos em suas próprias terras, as quais deveriam oferecer plena segurança e liberdade para a vivência de costumes. Tal covardia perpetua-se desde o período colonial, época em que milhões de indígenas foram mortos, escravizados e expulsos das aldeias. Hodiernamente, a situação continua: buscando defender a permanência no seu espaço originário, nativos acabam entrando em conflitos violentos com grileiros e latifundiários desonestos, ambicionando apenas dinheiro e poder. Essas disputas são mais prejudicados são as tribos, pois são os que mais morrem pela falta de amparo recebido.
Outrossim, cabe pontuar que vários indígenas tentam viver nas cidades, em busca de novas condições de moradia, não obstante, essa tarefa pode ser bastante complicada. No romance de Alencar, mesmo o personagem principal sendo um herói amado por todos, no final esse será obrigado a abandonar suas crenças e hábitos para viver junto da sociedade, bem como poder casar-se com sua amada Ceci. Sob tal análise é perceptível como a situação se repete fora da ficção, afinal, quanto mais o nativo se recusa a deixar sua essência, mais tende a ser taxado pejorativamente por parte do coletivo, assim perdendo oportunidades de emprego e assistência em sua “nova vida”.
Destarte, com o fito de ampliar os direitos de integridade dos povos indígenas, o Ministério da Justiça, em consonância com a FUNAI, deverá realizar um levantamento de terras demarcadas e seguidamente, irá aplicar penas mais rígidas aos invasores através da aprovação de um novo projeto de lei. Isso se daria também, por meio de fiscalizações mais ativas e atribuição de caráter inafiançável à sanção. Dessa forma, poderemos amenizar a perseguição estendida por mais de cinco séculos contra essas pessoas.