O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/10/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais”, o mundo tem priorizado produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Refletindo a respeito do índio brasileiro, no século XXI é possível evidenciar dois fenômenos evidentes: a falta de auxílio por parte do governo, acompanhada pela necessidade de estudo sobre a história indígena. Dessa maneira, faz-se indispensável enfrentar essa realidade com uma postura crítica.
A princípio, torna-se capaz de perceber, que no Brasil baixo são os recursos destinados à população ameríndia. Identifica-se na constituição de 1988, que é direito do índio a preservação de suas terras, entretanto esse direito não esta sendo efetivo. De maneira análoga, observa-se que a disputa de terras entre índios e latifundiários é acirrada, qual os grandes proprietários de terras usam artifícios como armas para dizimar essa população. Em suma, é prejudicial, pois os índios são mortos em brigas, consequentemente a população indígena diminuí no Brasil. Diante disso, fica evidente como a população indígena tem sido cada vez menor, observa-se segundo dados do blog jornalístico G1, cerca de 137 índios foram assassinados no ano de 2015 em terras brasileiras.
Desse modo, não apenas a falta de proteção governamental, como também o pouco conhecimento da sociedade com a história indígena. Á vista disso, nota-se que no período pré-colonial a participação indígena foi de grande relevância, uma vez que eles conheciam minuciosamente as terras quais habitavam e assim puderam auxiliar os portugueses. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que apesar da grande participação histórica exercida por esses povos, pouco é estudado nas escolas sobre tais, fazendo assim com que a cultura, costumes e tradições se percam com o decorrer dos tempos, se não dada à devida importância. Logo, em consonância com o físico Einstein, sem cultura moral não haverá saída para os homens.
Por conseguinte, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o poder Judiciário reforce a proteção de terras indígenas, aplicando multas rígidas á quem invadi-las, para que assim essa população permaneça intacta no Brasil. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Portanto, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, conferências gratuitas, em praças públicas, ministradas por historiadores, que relatem a importância do índio na historia brasileira e como ela precisa ser preservada, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.