O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/10/2018

Consoante ao sociólogo alemão Dahrendoef no livro ‘‘A lei e a Ordem’’, a anomia é uma condição social onde as normas reguladoras do comportamento das pessoas perderam sua validade. De maneira análoga, a anomia assemelha-se ao atual cenário com o Índio brasileiro, à medida em que a falta de empatia prevalece com a devastação das terras indígenas e a justiça não seja efetiva para quem pratica o ato.

Em primeiro plano, a exploração das terras indígenas encontra terra fértil na falta de empatia. Na obra ‘‘Modernidade Líquida’’, Zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influenciada pelo individualismo. Em virtude disso, há, como consequência a falta de empatia, que se agrava cada vez pelos indivíduos que exploram e devastam terras indígenas, sem pensar na sua cultura e sobrevivência.

Além disso, é preciso atentar para a impunidade presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther Link de que ‘‘A injustiça num lugar qualquer é uma ameaça a justiça em todo lugar’’ cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentimento de insegurança coletiva que tange aos índios brasileiros, pois, o território indígena ainda continua sendo alvo de exploração e aproveitamento de seus recursos.

Sendo assim, portanto, fica evidente que uma ordem e a justiça deve prevalecer com respeito aos índios. Dessa forma, é necessário que a Escola em parceria com a Família, por meio de reuniões e aulas, proponha debates e crie projetos pedagógicos com intuito de valorizar mais o Índio, suas terras e cultura. Com isso, a mesclagem de ideias se difundem na sociedade e ensinam aos indivíduos a se colocar no lugar do próximo. Ademais, é necessário que o Governo em parceria com o Ministério da Justiça, fiscalize melhor as áreas indígenas, por meio de câmeras de monitoramento, e aplique punições severas, como multas ou prisões, aos indivíduos que cometem essa injustiça de invasão, a fim de tornar seu espaço mais seguro e respeitando seus valores culturais.