O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/10/2018
Um impasse histórico
Em 1500, os primeiros colonizadores portugueses desembarcaram em solo brasileiro. Tal acontecimento gerou um choque de culturas: a do branco europeu com o indígena nativo. Apesar da proteção garantida em teoria pela igreja Católica, os europeus exploraram de forma predatória os índios e apagaram da história diversas culturas e etnias. Hodiernamente, os indígenas conseguiram direitos básicos para viver com dignidade, a lei de demarcação de terras é um exemplo. Entretanto, muitos grupos da sociedade, como grandes proprietários de terra e mineradoras negligenciam as leis e os princípios de direitos humanos ao invadir e explorar terras pertencentes aos povos nativos.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que existem projetos transitando no Congresso, os quais visam a legalização da expansão da fronteira agrícola. A Bancada Ruralista patrocina essas idéias, pois dessa maneira não haverá empecilhos para a intensificação do plantio de soja e da pecuária extensiva localizados no centro-oeste rumo a Amazônia Legal. Não obstante, de acordo com a revista “Apublica”, a Amazônia Legal abriga 98% da população indígena do país, ou seja, os nativos perderiam suas terras e consequentemente a cultura secular a qual preservam.
Ademais, os problemas à respeito dos índios no Brasil está diretamente ligado à violência. Em virtude da baixa densidade demográfica da Amazônia Legal em conjunto com uma péssima política de segurança pública focada nessa setor; a criminalidade cresceu de forma exponencial. Nesse contexto, índios, fazendeiros e mineradores travam uma guerra, a qual mata dezenas de pessoas por ano - o Fantástico fez uma matéria especial em 2017 sobre o tema-.
Portanto, devido aos fatos supracitados, é nítido que medidas devem ser tomadas para proteger a cultura indígena no Brasil. Primeiramente, cabe à FUNAI, por meio de baixo assinados e apoio popular, defender de forma ativa e árdua os direitos dos índios ao garantir que leis como as da Bancada Ruralista não sejam aprovadas, dessa forma garantindo a integridade de tribos nativas. Segundamente, é dever do Ministério de Segurança Pública fiscalizar de forma ostensiva as zonas mais violentas, por meio de pesquisas e estudos deve-se posicionar agentes federais altamente capacitados em tais regiões, assim cessando por completo os conflitos entre indígenas e grupos exploratórios.