O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/10/2018
Desde a época da colonização brasileira, na qual os povos indígenas foram submetidos a todo tipo de exploração e demarcação de seu próprio território, os mesmos não tiveram mais a tranquilidade existente antes de serem invadidos. É evidente o fato dessa paz ter sido extinta nos dias atuais, seja pelo surgimento de latifundiários a fim de retirar suas terras, seja pelo preconceito ainda presente diante de sua cultura.
Há mais de 500 anos, o Brasil tem consciência histórica dos problemas dessa invasão territorial, até mesmo com a lei presente na Constituição de 1988, que dá o direito à terra. Apesar de existir um órgão responsável para proteger os direitos dos indígenas: a FUNAI, criada na década de 60, ainda há uma carência de uma forte presença dos indígenas nas bancadas políticas. Apesar da grande responsabilidade de órgãos governamentais, ainda não há tanta eficiência, principalmente quando se trata da constante entrada nessas propriedades.
A figura indígena era bastante exaltada na primeira fase do Romantismo brasileiro, como na obra “O Guarani”, de José de Alencar, época na qual tínhamos mais orgulho em falar da cultura dos nossos nativos. Em contrapartida, no séculos XXI não acontece da mesma forma, não vemos tantas obras literárias feitas para conhecermos a cultura desse período ou do período atual. Vale ressaltar a desvalorização das línguas pertencentes à família tupi-guarani, as quais nem conhecemos, pois foi extinta do nosso vocabulário ao decorrer dos anos em consequência da valorização à língua portuguesa.
Diante disso, podemos estabelecer uma parceria entre Polícia Federal, FUNAI para maiores fiscalizações a fim de combater o descaso de grupos que ainda existem em invadir essas terras, uma intensificação nas penalidades, já que isso acontece constantemente. Deve-se haver em parceria do Governo Federal e Mídias Sociais mais projetos a fim de ter acesso à cultura indígena em sites, palestras. Assim, não só teremos o Dia do Índio para reverenciarmos, como também o conheceremos de verdade.