O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/10/2018
Conforme a escritora norte-americana Ayn Rand: “a menor minoria da terra é o indivíduo, e aqueles que negam os direitos individuais não podem dizer-se defensores das minorias”. Concomitantemente a analise da dramaturga do século XX, a Constituição Federal brasileira de 1988 assegura a todo cidadão a igualdade perante a lei sem distinção de qualquer natureza, bem como prevê direitos inerentes à espécie humana. Entretanto, no tocante ao povo indígena tais direitos não são defendidos de maneira eficaz, tendo em vista o desrespeito, exclusão social e o preconceito voltados para essa classe. Dessa maneira, convém analisarmos as principais consequências que tamanha problemática exprime no Brasil contemporâneo.
Em primeiro plano, é primordial ressaltar a importância da figura do índio no Brasil, principalmente tratando-se de história e cultura brasileira, haja vista que o povo indígena foi o primeiro a ocupar o país. Contudo, a visão etnocêntrica - caracterizada pela desvalorização do aborígene, de seus direitos e até de sua nacionalidade – promovida por grande parcela da população brasileira para com os nativos, acarreta na exclusão social dos mesmos e em fortes conflitos pela disputa da posse de terra. Prova disso se nota mediante os dados do site G1, que indicam que os latifundiários, corriqueiramente, não respeitam as reservas indígenas, a exemplificar-se através do confronto ocorrido em 2016 dentro de uma delas, no qual um índio foi morto e outros seis ficaram feridos no embate. Nesse sentido, fica evidente o cuidado e a necessidade que o governo deve ter para a resolução dessa questão.
Além disso, segundo o filósofo alemão A. Schopenhauer: “os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento a respeito do mundo que a cerca”. Concorrentemente ao raciocínio do pensador do século XIX, se entende que o conhecimento dos indivíduos está diretamente relacionado à suas próprias percepções empíricas, haja vista o seu comportamento, frequentemente, hostil quando associado ao diferente. Dessa forma, medidas devem ser adotadas para sanar tal problema.
Diante do exposto, percebe-se que o sentimento adverso em relação ao autóctone revela manifestações diversas de preconceito e exclusão sociocultural. Portanto, cabem às instituições educativas promover o ensino plural no tocante à cultura e a valorização das diversas formas de cidadanias brasileiras, dando ênfase para a indígena, por meio de debates sobre as variantes e a suas situações cotidianas, bem como de sua contribuição para a formação da sociedade. Assim, os indivíduos brasileiros, além de respeitadores das minorias, como já disse Rand, serão mais ricos culturalmente e menos preconceituosos.