O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/10/2018

A constituição Federal de 1988, prevê no Brasil, a demarcação e manutenção das terras indígenas. No entanto, no cenário atual observa-se justamente o contrário, pois a ineficiência do poder público e o preconceito enraizado em nossa sociedade colaboram para a persistência da invisibilidade indígena. Assim, analisar esses fatores se torna imprescindível para compreender o celeuma em questão.

Em primeiro lugar, é importante considerar que o impasse na demarcação das terras indígenas tem como fator contribuinte os interesses dos grandes latifundiários. Segundo o jornal “O Estado de S.P”, cerca de 15% do território produtivo do país encontra-se em posse desse grupo que detém enorme poder político-economico. Nesse sentido, infere-se que os direitos dos nativos são relegados frente à falta de empatia desses proprietários e da insulficiente mediação dos órgãos públicos nesses conflitos.

Ademais, o problema ganha terreno fértil no preconceito. A visão estereotipada proposta na literatura colonial contrasta fortemente com a realidade. Visto que, a visão superficial da cultura do nativo não permite que a sociedade compreenda suas especificidades o que contribui para a visão de superioridade em relação a esse povo.

Dessa maneira, medidas são necessárias para combater a visão distorcida que se tem da cultura indígena. Assim, o Ministério Público em parceria com a Funai, devem não apenas demarcar as terras indígenas, como também fiscalizar a manutenção desses territórios. Isso deve ser feito, sob o preceito da aplicação da lei com o objetivo de garantir os direitos desse povo grafados na carta magna do país. Por fim, é preciso combater a falta de empatia enraizada na sociedade.